Alexandre Mazza: No deserto, o oásis somos nós | Luciana Caravello

Nesta exposição, a sala do térreo da linda casa ocupada pela galeria Luciana Caravello em Ipanema foi ocupada por instalações luminosas com vídeos e um objeto. O movimento dos vídeos é lento, o suficiente para percebermos que algo se move e revela, aos poucos, o que é o enigmático e estético objeto (ou ser?) em movimento. A flor ou pássaro ou ninho ou buraco negro ganha pernas e asas e assume um caminhar altivo, um desfile em sua forma exuberante de mulher. Em outro vídeo, o único movimento é um carro passando na longíngua estrada do deserto imóvel.

No segundo andar, obras de sua série conhecida, em que esferas de pedra são reproduzidas ao infinito por um jogo de espelhos, uma brincadeira de beleza e metafísica. Duas obras destoam – no chão, um “rio” em vídeo corre em meio a um morro de areia, e, na parede, um garotinho solta uma pipa em uma pequena caixa de madeira de onde se ouve o som do vento.

No terceiro andar, na cabine de cinema, o vídeo do artista para a exposição segue esta linha de sentido ambíguo e mistério em lenta evolução. Fecham a exposição uma montagem menor da série em vídeo da mulher-pássaro e uma torre de espelhos com o vídeo de uma crânio e seu estranho penteado ao vento.

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