Lenora da Barros

Formada em Linguística pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – FFLCH/USP.

Poeta e artista visual, seu trabalho se desenvolve a partir de diversas linguagens como o vídeo, a performance poética, a fotografia e a instalação.

Em 1980, na 17ª Bienal de São Paulo, expõe poemas visuais, realizados pela primeira vez em videotexto.

Em 1983 publica o livro Onde se Vê, pela editora Klaxon, que reunia um conjunto de “poemas” produzidos entre 1975 e 1982. Alguns deles dispensavam o uso da palavra: eram construídos a partir de sequências fotográficas, nas quais a própria artista figurava como personagem em performances.

Transfere-se para Milão, entre 1990 e 1991, onde realiza, na Galeria Mercato del Sale, a mostra individual Poesia é coisa de nada, que reúne trabalhos de 1985 a 1990. Ainda em Milão, é curadora da mostra Poesia Concreta in Brasile, no Archivo della Grazia di Nuova Scrittura.

De volta ao Brasil, durante os anos de 1993 a 1995, é colaboradora do Jornal da Tarde e assina a coluna …umas, sobre experiências poéticas e foto-performáticas.

Em 1998 participa da 29ª Bienal de São Paulo ao lado de Arnaldo Antunes e Walter Silveira, com a instalação A Contribuição Multimilionária de Todos os Erros.

Juntamente com o músico Cid Campos, cria, em 2001, a instalação sonora e a performance (Des)Encorpa para a mostra The Overexcited Body, no Palazzo Arengario, em Milão.

Em 2002 é contemplada com bolsa da Fundação Vitae e desenvolve o projeto do livro-objeto Para Ver em Voz Alta. Nesse ano, a instalação sonora Deve haver nada a ver é premiada na 1ª Mostra RioArte, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ.

Integrou, com a vídeo-instalação Não quero nem ver, a 5° Bienal do Mercosul, Porto Alegre, RS, Brasil.

Sua obra faz parte de coleções públicas e particulares no Brasil e no exterior: Museu d’Art Contemporani de Barcelona, Daros-Latinamerica, Zurique, Rio de Janeiro-RJ, e Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).

Criou, como artista-curadora, a Radiovisual, na 7ª Bienal do Mercosul – Grito e Escuta, Porto Alegre-RGS, out/nov 2009.

Entre as recentes mostras que participou destaca-se ISSOÉOSSODISSO, Oi Futuro Ipanema, Rio de Janeiro-RJ, 2010, Só por es-tar, Galeria Millan, São Paulo-SP, Brasil, 2009, FOR YOU, The Daros Latinamerica Tapes and Video Installations, Zürich, Switzerland, 2009, MAM 60, sob a curadoria de Annateresa Fabris e Luiz Camillo Osório, OCA, Parque Ibirapuera, São Paulo-SP 2008; Temporália (individual), Galeria Millan, São Paulo-SP, 2008, HETERONÍMIA–BRASIL, Museo de América, sob a curadoria de Adolfo Montejo Navas, Madri, Espanha, 2008. Retalhação, no Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo-SP, 2007, Arte, Deshonra y Violencia en el contexto Iberoamericano, sob a curadoria de Patricia Bentancur e Luis Camnitzer, Cubo del Centro Cultural de España, Montevidéu, Uruguay, 2007, Desidentidad, no Institut Valencià d’Art Moderne-IVAM, Valencia, Espanha, 2006.

 

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