Antônio Dias

Com um trabalho que transita pela pintura, instalação, fotografia, livro de artista, vídeo e outras técnicas, Antonio Dias é descrito pelo crítico e curador Paulo Herkenhoff como “o nexo principal entre os neoconcretos e os artistas dos anos 1970: entre Hélio Oiticica e Cildo Meireles, Lygia Clark e Tunga, os não objetos e Waltercio Caldas, não se distanciando de Ivens Machado e Iole de Freitas, ou mesmo dos que atuavam nos anos 1960 ao lado de Cildo, como Barrio, Raimundo Colares e Antonio Manuel. Dias tempera a presença da palavra entre a arte conceitual e a tradição da poesia concreta”.

O paraibano Antonio Dias começa seu envolvimento com o universo artístico logo ao se radicar no Rio, no fim da década de 1950, quando tem aulas de gravura com Oswaldo Goeldi (1895-1961). O ano de 1966 marca a criação com maior vigor de trabalhos de cunho conceitual, como a série The Illustration of Art. Depois, realiza peças que se apresentam como autorretratos, como The Art of Transference (1972) e A Fly in My Movie (1974-76). A participação do público em sua obra é, por vezes, intensamente requerida, como na instalação Faça você mesmo: território liberdade, de 1968 (presente na 29ª Bienal de São Paulo, 2010).

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