Wilson Piran | Museu Nacional de Belas Artes

Wilson Piran Cabeça resina de poliuretano e metaloide, 17x20x20cm. 2016

A primeira individual no Museu Nacional de Belas Artes foi em 1977,  agora, quatro décadas depois,  o artista Wilson Piran retorna, para abrir,  no dia 30 de maio,  a exposição “Nem tudo que brilha é ouro”, quando serão apresentados 26 objetos e esculturas, de diferentes materiais, todos recobertos de falso ouro.

Artista com viés pop e que usa materiais menos convencionais, antes eram os nomes dos artistas e suas obras que o inspiravam a produzir trabalhos que questionavam a arte e seu universo, agora são os objetos e os materiais que são explorados pelo artista para indagar:  “o que é arte, onde está a arte?” e encontrar poesia e expressão nessa curiosa garimpagem.

Ou seja,  do ponto de vista do artista “se antes era a purpurina que resplandecia conceitos, agora é o brilho do falso ouro que pretende estimular prazerosamente o espectador”, afirma Wilson Piran.

Nascido em Nova Friburgo(RJ),  a partir de 1969 Piran se transfere para o Rio de Janeiro e ingressa na antiga Escola Nacional de Belas Artes.  onde freqüentou o curso de pintura, tendo sido aluno de Abelardo Zaluar, Mário Barata e Quirino Campofiorito.

Entre 1970 a 1984,  trabalha como decorador de vitrines de joalherias.  Paralelamente, começa a participar de Salões de Arte e Exposições coletivas, apresentando trabalhos de desenho e colagens, obtendo seus primeiros prêmios e chamando a atenção da crítica especializada, pavimentando assim seu caminho artístico.

Em 1977,  realiza sua primeira exposição individual no Museu Nacional de Belas Artes com uma série de trabalhos, que o crítico Roberto Pontual denominou «CONCEITUAIS HUMORÍSTICOS». Desde então,  sua produção vai se caracterizar pela busca de uma forma de comunicação efetiva, aliando o conceito e a visualidade, para encontrar POESIA nas dúvidas e incertezas do artista e da própria arte.

 

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