Vozes da Alma | Museu Nacional da República

A mostra tem coordenação geral de Nísia Sacco, curadoria do fotógrafo Olivier Boëls, e equipe de apoio engajada em promover uma experiência inédita aos brasilienses. O projeto conta com financiamento do FAC, Fundo de Apoio à Cultura, da Secretaria de Cultura do DF. Vozes da Alma, um projeto que busca a compreensão e empatia, para um verdadeiro passo de inclusão, tem visitação aberta e gratuita ao público até 2 de junho.

Oferecer ao público a oportunidade de compreenderem a vivência e universo de pessoas surdas, a partir de fotografias e depoimentos de vida, é o maior compromisso deste projeto que, em seu desdobramento, promoverá espaço de troca, com visitas orientadas pelos seis fotógrafos, participantes da mostra, e intérpretes em Libras. 60 fotos com legendas mostrarão ao visitante o olhar e entendimento que estes fotógrafos têm do mundo, bem como as experiências de vida que consideraram relevante compartilhar. Celyse Sasse, Elise Milani, Flávia Pompeu, Jacson Vale, Johnnatan Albert e Nubia Laismann são as “Vozes da Alma”.

No processo de construção da mostra, realizaram-se mais de 60 encontros ao longo de um ano e meio com o fotógrafo Olivier Boëls, a produtora e também educadora Nísia Sacco e os intérpretes Thalita Araújo e Lenilson Costa. Os participantes também contaram com encontros com os fotógrafos profissionais João Paulo Barbosa, Isabela Lyrio, Arthur Monteiro e Cristiano Carvalho, e com a mestre em linguística pela UnB, Isabella Gurgel.

Identidades surdas são múltiplas e multifacetadas, assim como os olhares. Barreiras sociais, linguísticas, comportamentais, só podem ser superadas e transformadas com a interação e respeito entre surdos e ouvintes, na convivência com as diferenças. Portanto, “por meio da fotografia, que é pura visualidade e comunicação, podemos compreender e acolher as concepções do mundo pelo olhar de pessoas surdas, ainda que não saibamos comunicar em Libras”, comenta Olivier Boëls.

“O visitante encontrará na exposição depoimentos de vida, através olhar de pessoas surdas, que contam a partir do que sentem. São relatos pessoais e subjetivos, de quem cresce e vive em um mundo que, inúmeras vezes, os desconsidera e desrespeita sua identidade e humanidade”, explica Nísia Sacco.

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