Vitor Mizael e Felipe Góes | Galeria Murilo Castro

Vitor Mizael, Sem titulo

A Galeria Murilo Castro com um espaço expositivo de mais de 400m2 apresenta duas exposições individuais em paralelo: Naturam Impossibile de Vítor Mizael e Paisagens de Felipe Góes.
Naturam Impossibile é composta de um conjunto de desenhos, pinturas e instalação.
Pássaros que não voam, que estão presos uns aos outros, que não pousam, plantas que florescem mesmo tendo suas raízes expostas. Além da impossibilidade real da existência dessas criaturas elas também nos remetem ao prazer e a dor de estarmos ligados uns aos outros, de voar sem ter pouso ou repouso, da necessidade de nossas raízes mas do perigo de expor o nosso cerne e o desejo intenso de fazê-lo. O balanço e o movimento das caixas de cores delicadas mas muito pesadas, a corda bamba de estar vivo e sobreviver às tentações. Seu trabalho cria uma nova natureza, expõe as fragilidades da natureza humana, são desenhos de um explorador/pesquisador.
Os trabalhos de Felipe Góes são realizados a partir de uma intenção inicial de imagem, mas que se dissolve ao longo do processo de pintura: áreas alagadas podem tornar-se florestas, e planícies transformam-se em manchas indefinidas de cor, por exemplo. O processo de criação do artista e suas proposições conceituais justapõem figuração e abstração, clareza de significado e ambiguidade. Os trabalhos buscam desconstruir os processos tradicionais da pintura de paisagem ao recusar práticas como a utilização de fotografias de referência, a observação de lugares existentes e a aplicação de títulos que direcionem a interpretação das imagens. Existe uma recusa à nomeação de índices e indicadores de significado, e nesse sentido, os trabalhos interrogam tanto a tradição formalista de uma arte autônoma quanto os maneirismos herdados da arte conceitual. Procura-se ativar outras maneiras do público se relacionar com as imagens, traçando relações entre as pinturas e seu próprio repertório de lembranças e experiências.

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