Virgílio Neto | Referência Galeria de Arte

A Referência Galeria de Arte abre a mostra “Claro enigma”, de Virgílio Neto. O artista brasiliense radicado em São Paulo, apresentará novas séries de trabalhos que têm como principais eixos a experimentação da matéria. No dia 22 de setembro, sábado, às 10h, a galeria promoverá um encontro entre o artista e público. A mostra fica em cartaz até o dia 29 de setembro, com visitação de segunda a sexta, das 12h às 19h, e sábado, das 10h às 15h. A entrada é gratuita e a classificação é livre para todos os públicos. A Referência Galeria de Arte fica na 202 Norte Bloco B Loja 11 – Subsolo, Brasília-DF. Telefone (61) 3963-3501.

“Claro enigma” se projeta para o espaço expositivo da galeria a partir da poesia transcendental de Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Goulart, Hilda Hilst, João Cabral de Melo Neto e Manoel de Barros.  “O corpo, a terra, a montanha, a cana, a educação pela pedra. Pensar nos quatro elementos – terra, água, fogo e ar – me interessa. Estou muito aterrado na matéria, no chão. Esta mostra é sobre como estou ligado na matéria, no tipo de papel que consigo riscar com nanquim, que seca de um determinado jeito e o guache de outro. E no fim, toda arte ou poesia vai em busca da transcendência para alcançar o divino”, afirma.

Nos últimos dois anos, Virgílio Neto passou por duas residências artísticas, uma em São Paulo outra na Bahia, mudou-se para a capital paulista onde ao lado de outros artistas fundou o espaço BREU. Desses acontecimentos, surgem novas leituras das relações entre as pessoas e as cidades, o contraste entre os labirintos das metrópoles e a quietude contemplativa do espaço quase infinito da capital federal. “Passei a observar o que as pessoas fazem com o que não mais lhes serve e comecei a fotografar, como forma de criar uma coleção da arqueologia da cena diária”, afirma o artista.

Esta é a primeira exposição individual de Virgílio Neto desde 2016 e apresenta ao público um novo direcionamento do trabalho do artista. São 15 desenhos da série “Miúdos”, de tamanhos variados, 21cm X 15cm aproximadamente, 10 desenhos da série “Imbróglios”, alguns de 42cm X 30cm e outros de 55cm X 55Cm, e uma Paisagem, formada por nove desenhos que reunidos medem 140cm X 200cm.

Os trabalhos das séries “Miúdos” e “Imbróglios” apresentam a nova atitude do artista frente ao desenho. O desafio de não trabalhar com o figurativo é um dos pontos principais destas séries, ainda que os trabalhos mantenham pontes de ligação com os trabalhos anteriores, que continham além do figurativo, a escrita e a ocupação quase que completa da folha de papel. O uso de materiais diversos esclarece a exploração da materialidade nas texturas. O preto único do guache mais opaco, o borrado do grafite com a ajuda do pincel, a tinta acrílica que secou sobre o papel.

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