Uma pedra no meio do caminho | Casa de Pedra

A exposição, dos artistas visuais Claudio Tobinaga, Maria Amélia Raeder, Rafael Prado e Rita Coppos, com curadoria de Julie Brasil, apresenta cerca de 30 obras (experimentações por meio de colagens e montagens, entre pinturas e instalações). O local ‘respira’ arte e é cheia de memórias. Memórias estas que motivaram os artistas no desenvolvimento de seus trabalhos.

Nas telas de Claudio Tobinaga, a transgressão remete à presença do Studio 64, a sauna gay que funcionou no espaço por duas décadas. A imagem do subúrbio carioca, em clima de festa, a boemia. Maria Amélia Raeder leva para a mostra, trabalhos emoldurados, uma instalação no piso parquet ascendendo pela parede e outra com fragmentos de fotografias antigas próximos ao rodapé do quarto. Os trabalhos resgatam a memória do local.  Mas quais são estas memórias, estes segredos? Não são revelados. Pode haver várias interpretações. Ou não. Quem decide é o visitante.

Os embates organizados entre as pedras da Gávea, Bonita, da Tartaruga, do Teleférico, do Pontal, do Arpoador… são retratados nas pinturas de Rafael Prado. Os trabalhos do artista se apresentam por vezes como telas de câmaras de drones que sobrevoam o espaço urbano – a ‘selva de pedra’ – e em outras, parecem registros feitos mais de perto. Mas não são fotografias, são pinturas. Recordações, memórias, reveladas pela atmosfera do cenário perfeito que a Casa de Pedra proporciona. Já Rita Coppos traz a série ‘Cobogó’, inspirada na arquitetura modernista. Junta o que há no industrial, nas estruturas, nas estampas e no popular para compor suas obras. O colorido também se faz presente. Os comércios do Rio e os calçadões de pedras da zona sul carioca convidam o público a visitar os locais, trazendo à tona as memórias afetivas.

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