Um Desassossego – Pinturas | Galeria Estação

Elvis Almeida

Conhecida pela pesquisa e promoção da arte chamada de popular ao se tornar um dos agentes responsáveis por sua inclusão nos cânones da arte contemporânea, a Galeria Estação, assim como fez com os autodidatas, em Um Desassossego dá oportunidade a jovens pintores fora do mainstream. Para isso, a diretora da galeria Vilma Eid contou com a colaboração de 10 curadores pintores que escolheram, cada um, dois novos artistas entre Rio e São Paulo para realizar a exposição. A exceção é o já reconhecido Boi (José Carlos Boi Cezar Ferreira) que, indicado por Dudi Maia Rosa, representa uma referência aos demais participantes.

A galerista solicitou a Germana Monte-Mór para que, além dela, convidasse mais nove curadores pintores: Dudi Maia Rosa, Fabio Miguez, Leda Catunda, Marco Giannotti, Marina Saleme, Paulo Monteiro, Paulo Pasta, Rodrigo Andrade e Sergio Sister. Foram escolhidos por cada um deles os seguintes artistas: José Carlos Boi Cezar Ferreira e Rosa Barreiros (Dudi Maia Rosa); Alvaro Seixas e Gisele Camargo (Fabio Miguez); Fabiola Racy e Lília Malheiros (Germana Monte-Mór); Sandra Mazzini e Elvis Almeida (Leda Catunda); Taís Cabral e Vitor Iwasso (Marco Giannotti); Gabriel Pitan Gracia e Marina Hachem (Marina Saleme); Leopoldo Ponce e Thomaz Rosa (Paulo Monteiro); Alexandre Wagner e Guilherme Ginane (Paulo Pasta); Maria Andrade e Ricardo Alves (Rodrigo Andrade); Sara Muller e Suiá Ferlauto (Sergio Sister).

No catálogo da exposição, Germana sugere que a pintura de hoje abre caminhos mais individuais de busca, diferentemente de escolas ou grupos de períodos anteriores. Já Paulo Pasta destaca que um pintor maduro sem erro, não chega a lugar algum, e que a boa pintura se faz a partir deste acontecimento. Para os novos pintores, ele deixa um conselho, parodiando Beckett, “errar melhor”.

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