Tudo se Ilumina | Galeria dotART

Abrindo o calendário de 2018, a galeria dotART celebra o ano com três apostas da cena da arte contemporânea. No dia 20 de março, a galeria abre “Tudo se Ilumina”, novas e exclusivas mostras individuais dos artistas Luiz d’Orey, Joana Cesar e Gilson Rodrigues. Toda a mostra é composta por trabalhos inéditos, pensados e realizados para as exposições dentro da galeria, são as primeiras exposições individuais desses artistas em Belo Horizonte, sendo um deles mineiro de Contagem.

Os três jovens artistas talentosos possuem uma trajetória já definida e ascensão na cena artística e cultural, fazem uma viagem, cada um a seu tempo, em que o belo, o virtual e o real estão efetivamente presentes, trazendo um novo sentido para a arte. Há um desejo concreto, estruturado e bem realizado em cada um deles. Em obras de múltiplas narrativas e referências, são trabalhos em que nada é o que parece. Com olhar por vezes sádico, sinistro, sedutor, poético e luminoso, são três artistas que apresentam uma releitura particular da arte brasileira. Suas trajetórias e processos criativos singulares carregam uma explosão de luz e qualidade que são refletidas na exuberância de belas obras de arte.

Na galeria 1 – 1º andar, está a mostra “Não uma, mas duas pessoas”, de Joana Cesar. Seu trabalho em ateliê leva a artista para as ruas da cidade, onde passa a usar muros, calçadas, postes e viadutos como suporte para sua escrita em código, inventada na infância. No espaço da galeria, Joana vai realizar uma instalação onde as pessoas poderão tocar em papéis pendurados que terão aplicações em frente e verso na superfície.

Subindo para o 2º andar da galeria 1, os visitantes poderão encontrar a obra de Gilson Rodrigues, “Trauma”.  Sua produção é recorrente na investigação sobre questões ligadas ao tempo, a memória e a paisagem. Seu trabalho tem ligações com a história da representação e cria diálogos entre a tradição da pintura de paisagem e utensílios domésticos. Sobrepõe-se a reapresentações de objetos ornamentos, sobre ícones da tradição pictórica, criando paisagens fragmentadas e inquietantes.  Ao deslocar a imagem de objetos comuns, como talheres e xícaras, para o plano da pintura oferece-se ao espectador uma nova maneira de perceber as formas presentes na superfície destes utensílios, silenciadas pelo caos da vida cotidiana.

Na galeria 2, o “Espaço Comum” de Luiz d’Orey toma a galeria. Para esta mostra, o artista ainda irá produzir obras para a exposição dentro da própria galeria. Seu trabalho investiga objetos urbanos pré-existentes, seus ambientes e rituais de construção arquitetônica. Cartazes que antes estavam pregados em tapumes de construção civil, agora são levados ao estúdio, onde suas imagens impressas a jato de tinta substituem o uso de tinta em representações dos edifícios em andamento.  O interesse pelo material e processo criativo, surge junto dos limites criados pela disponibilidade do material e dos problemas pictóricos a serem resolvidos durante o caminho. Numa espécie de retroalimentação infinita entre obra e cidade, d’Orey ainda fotografa e reproduz em lambe-lambes cada uma das pinturas após terminá-las, colando-as novamente nos tapumes de obra.

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