Tsudoi | ZB Galeria

A Zuleika Bisacchi Galeria de Arte mudou de endereço. A primeira exposição realizada no novo espaço chama-se “Tsudoi”, e faz uma homenagem à arte contemporânea nipo-brasileira, em celebração aos 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil. Ao todo, são 13 artistas do Paraná e de São Paulo, estados que concentram as maiores populações de japoneses e descendentes do país.

A exposição promove um encontro de gerações e artistas de origem e descendência japonesa, com curadoria de Ely Sayemi Iutaka Takahassi (responsável pelos artistas de São Paulo) e Rosemeire Odahara Graça (do Paraná). Durante o período expositivo de dois meses, o público terá a oportunidade de apreciar e adquirir obras dos artistas Tikashi Fukushima, Manabu Mabe, Kazuo Wakabayashi, Ayao Okamoto, Yugo Mabe, Takashi Fukushima (representando o Núcleo São Paulo), Akiko Miléo, Celso Setogutte, Claudine Watanabe, Julia Ishida, Sandra Hiromoto, Tania Machado e Yiuki Doi (no Núcleo Paraná).

Entre os artistas de São Paulo, estão alguns representantes do Grupo Seibi, iniciado na década de 30 por artistas, desenhistas e pintores, agregando valor aos estudos e ao fazer artístico, até se tornarem protagonistas na história da arte brasileira. Tikashi Fukushima (1920-2001), Manabu Mabe (1924-1997) e Kazuo Wakabayashi são os nomes do Seibi com obras que podem ser apreciadas nesta exposição. “Estão expostas também obras de Takashi Fukushima. Yugo Mabe e Ayao Okamoto, artistas formados nas gerações seguintes em cujas obras notamos os elementos da expressão, do gestual herdada de seus ancestrais,  porém de certa forma, marcadas pelo arrojo da explosão das cores e das formas assimiladas da cultura brasileira”, explica a curadora Ely Sayemi Iutaka Takahassi.

No Núcleo paranaense, foram selecionados artistas residentes e atuantes no Paraná que apresentam obras que mostram o encontro entre as tradições culturais japonesas e brasileiras. “Seus trabalhos mostram aproximação, estranhamento ou deslumbramento com aspectos das naturezas, das culturas, dos imaginários e das sociedades desses dois países”, analisa a curadora Rosemeire Odahara Graça.

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