Trepa trepa – Paulo Climachauska

Paulo Climachauska leva dez “trepa-trepas” em sua instalação no jardim da Fundação Ema Klabin.

O jardim assinado por Roberto Burle Marx, da Fundação Ema Klabin (Rua Portugal, 43 – Jardim Europa), recebe dez “trepa-trepas” (2,50×2,00×2,00) projetados pelo artista plástico Paulo Climachauska em uma instalação que leva o nome do brinquedo, especialmente criada para a segunda edição do projeto anual ‘Jardim Imaginário’, com curadoria de Gilberto Mariotti.

Os populares brinquedos de parque, entretanto, estarão ali agrupados, todos em cor branca — para ressaltar apenas a questão construtiva –, em uma perspectiva geométrica própria capaz de provocar diferentes leituras. E, embora o conceito de subtração (construção da imagem pela equação matemática) que norteia a produção artística de Climachauska não esteja tão evidente como em seus desenhos, “Trepa-trepa” também comporta a interpretação defendida pelo artista em que o menos é mais, assim como as possibilidades de revalorização, de descondicionamentos e de novos ordenamentos.

A instalação é uma assemblagem que desestabiliza a ordem geométrica e utilitária deste objeto e o lança para um campo da ordem do desejo, além de conter uma certa ironia às demandas de ludicidade para com a produção contemporânea.

PAULO CLIMACHAUSKA
Nasceu em São Paulo em 1962, formado em História e Arqueologia pela Universidade de São Paulo, realizou sua primeira exposição em 1991 no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo.

Participou da 26ª Bienal Internacional de São Paulo em 2006, e no mesmo ano da 8ª Bienal de Cuenca, no Equador, e da 14ª Bienal de São Paulo, em Porto Rico.

Realizou exposições individuais no Moderna Musset, de Estocolmo, na Galeria Millan, em São Paulo, Galeria Lurixs, no Rio de Janeiro, Project 01, Park Gauflstrafle, em Hamburgo, Paço Imperial, Rio de Janeiro, entre outras tantas Instituições.

Participou ao longo deste tempo de 4 edições do Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. E de outras Bienais como as de Havana, em Cuba, Lima, no Peru e da I Bienal Ceara America, em Fortaleza.

Expôs em coletiva no Henry Moore Institute em Leeds, na Inglaterra, e no Toyota Contemporary Art Museum, no Japão. Possui obras nos acervos da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Instituto Cultural Itaú, Museu de Arte Contemporânea da USP, Pinacoteca Municipal de São Paulo, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Coleção Gilberto Chateaubriand.,Fundação Cartier Fundação Cisneros e Lhoist Collection.
www.pauloclimachauska.com

Inspirado pelo Projeto Respiração da Fundação Eva Klabin e pelas Instalações Permanentes do Museu do Açude, ambos realizados com excelentes resultados por Márcio Doctors no Rio de Janeiro, o Jardim Imaginário leva em conta as especificidades do museu-casa em São Paulo, conservado como um documento da vida de Ema Klabin e do tempo em que viveu, dando-lhe novos significados e propiciando aos visitantes novos percursos e novas leituras, contrapondo a arte contemporânea à coleção reunida por Ema Klabin e ao espaço de sua residência e jardim, projetado por Roberto Burle Marx.

SOBRE A FUNDAÇÃO
Oficialmente registrada em 1978, a Fundação Cultural Ema Gordon Klabin é uma instituição sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública federal, que tem por objetivos a promoção e divulgação de atividades de caráter cultural, artístico e científico, além da transformação da residência de Ema Gordon Klabin em museu aberto à visitação pública, que ocorreu em março de 2007.
A casa abriga um valioso acervo de 1545 obras, entre pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, dos modernistas brasileiros Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Portinari e Lasar Segal; talhas do mineiro Mestre Valentim, mobiliário de época, peças arqueológicas e decorativas.

Compartilhar: