Toz | Caixa Cultural Rio de Janeiro

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Tomaz Viana, o Toz, criou, em 2010, o personagem que se tornaria um dos mais significativos entre suas obras: Insonia, uma entidade noturna e onipresente. Essa figura mítica, inspirada nas forças da natureza, ganha novos contornos e uma cultura própria na exposição individual TOZ – Cultura Insonia, que fica em cartaz na CAIXA Cultural Rio de Janeiro de 29 de maio a 26 de agosto de 2018. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

A mostra apresenta trabalhos – alguns deles inéditos – que revelam os integrantes dessa civilização e suas influências, o desenvolvimento de sua cultura, a relação com sua história, sua genealogia e o vínculo com novas raízes. O público poderá conferir 10 telas e esculturas de materiais diversos, manequins especialmente criados para este projeto com pinturas e figurino pensados e elaborados pelo artista e sua equipe, além de duas instalações, sendo uma delas interativa para o público.

Como parte da programação, a CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe Toz nos dias 16 de junho, 14 de julho e 18 de agosto (sábados) para uma visita guiada junto ao público (horários a confirmar).

“Meu objetivo com essa exposição é provocar reações. Acho que a arte tem que cumprir esse papel. Ela deve causar qualquer tipo de reação, seja de carinho, de amor, de raiva, e também propor uma reflexão”, afirma Toz. Na tentativa de construir um elo entre presente e passado, a mostra vai abordar questões atuais como tolerância, diversidade, desigualdade e, também, pertencimento, sincretismo, ressignificação, afetividade, memória, ancestralidade.

Em exposições anteriores, o artista retratou as origens do personagem e do Povo Insonia, partindo do indivíduo para, então, explorar sua genealogia ancestral e a fundação das suas memórias. Nessa nova mostra, Toz retrata o processo natural de novas descobertas em torno da diversidade desse povo. Ele preenche suas obras com a história dessa civilização imaginária e a natureza que a cerca, ao passo que evidencia sua cultura e miscigenação, atravessadas pelas questões sobre territorialidade e ciclos migratórios.

Nesse mergulho, o artista se deparou com matérias ainda não utilizadas em seu repertório: o ferro, a resina, a cabaça e o gesso: elementos simbólicos da junção de influências tanto do passado quanto do presente e que se unem para dialogar com um eterno porvir. Materializados em diferentes formas, representam o desejo de traduzir, subjetivamente, as camadas que formam a diversidade da Cultura Insonia, sua origem e processos de ressignificação.

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