Tangentes | Zuleika Bisacchi Galeria de Arte

A Zuleika Bisacchi Galeria de Arte realiza neste mês de fevereiro sua primeira exposição de 2018, com o diferencial de apresentar três novos talentos das artes plásticas de Curitiba, todos vindos do curso de Bacharelado em Artes Visuais da UFPR. Esta é a exposição “Tangentes”, que traz obras de Anna Lima, Bruna Fernandes e Guilherme Carriel. Os três foram selecionados a partir do Edital dos Jovens Artistas, uma parceria entre a galeria e a universidade. “Tangentes” é o resultado desse edital e também de um ano de acompanhamento e de um trabalho criterioso em conjunto com a galerista Zuleika Bisacchi, a professora Tania Bloomfield e os alunos artistas.

Anna Lima apresentará três obras, sendo duas colagens e uma escultura. A artista realizou um destes trabalhos construindo um pensamento sobre sua poética, que tem o útero como peça sagrada feminina. “Uma caixa de pandora pessoal, que gera vida em amor e respeito. O amor pode ser mutável, como pode ser efêmero”, afirma.

Bruna Fernandes vai expor quadros com monotipias de flores, e também dois objetos de vestir tingidos com impressão botânica, além de um vídeo no qual eles são explorados e vestidos por mulheres. Esta série de trabalhos recebeu o título “Floresce no caos e desflora no íntimo”.  “É uma reflexão sobre o corpo que se cobre para tornar-se único através de elementos da vestimenta”, comenta a artista. “Construo vestes que refletem minhas memórias e, portanto, carregam consigo detalhes de características biográficas de mulheres que foram, ou ainda são, grandes influências para o meu processo artístico e minha vida pessoal”, completa.

A obra de Guilherme Carriel consiste em uma instalação intitulada “Nama-rupa” (que significa “Nome e forma”, em sânscrito). Na galeria, ele vai expor uma canoa pesqueira adquirida de pescadores de Antonina (cidade do litoral paranaense), que teve sua superfície pirografada pelo artista. “Nela escrevi uma prece indiana de mais de três mil anos, escrita na língua ancestral da Índia e Nepal, o sânscrito ou devanagari, conhecida como língua dos deuses”, afirma. Sete pedras serão instaladas ao lado da canoa, e foram grafadas com uma broca especial.

 

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