Sonia Wysard | Centro Cultural Justiça Federal

A exposição “Mergulhos”, com curadoria de Cristiane Geraldelli, apresenta mais de 30 obras entre pinturas, monotipias e gravuras, em um recorte dos últimos 10 anos de produção da artista.

As obras abstratas evidenciam o principal fio condutor da linguagem artística de Sonia: o desafio presencial dos limites da visão. Sonia Wysard iniciou seu percurso artístico por pinturas e, mais recentemente, se dedica também à monotipia e à gravura.

Nas monotipias das séries ‘Neblina’, por exemplo, realizadas por tiragem em sequência de uma mesma matriz – marcadas com instrumentos de pintura, como pincéis e rodos – a artista produz o apagamento aos poucos da imagem realizada, bem como acontece com a perda da visão diante da potência real da neblina, que cega gradualmente a paisagem.

Entre as pinturas que fazem parte da mostra, grandes telas como das séries ‘Mergulho’, ‘Limite Visível’ e ‘Passagem provocam uma imersão do corpo a ser percebida na esfera visual, física e temporal. Já os trabalhos da série ‘Noturnos’, em pequenos formatos, permitem também ao espectador um ‘mergulho’, porém mais intimista.

Na paleta reduzida de cores da artista, entram em cena, principalmente, o preto e o azul, em um verdadeiro ‘mergulho noturno’. Por vezes, o vermelho surge  para quebrar um pouco este frio espaço cromático. O azul e o vermelho, então, recobrem toda a superfície da obra, em camadas fluidas e intensas, mas sem esconder o que se formou anteriormente marcado pelo preto.

Complementam a exposição, as pinturas das séries ‘Sombras’, ‘Rastros’, ‘Tensões’ e ‘Sucessão’, que projetam paisagens monocromáticas, enigmáticas e antagônicas, jogando com a superfície e a profundidade, o claro e o escuro.

A mostra vai proporcionar um diálogo importante entre o público e os trabalhos.

 

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