Supernova Sergio Coimbra | Arteedições Galeria

Fotógrafo reconhecido por tratar a gastronomia como uma expressão da arte, Sergio Coimbra assume o protagonismo de sua obra em sua próxima exposição Supernova Sergio Coimbra. Com curadoria de Marcello Dantas, a mostra entra em cartaz na ArtEEdições Galeria a partir de 29 de março e tem obra imersiva de destaque na próxima edição da SP-Arte, de 03 a 07 de abril.

Em uma sessão de fotos feitas na Itália com o chef Massimiliano Alajmo de Padova, Coimbra utilizou-se de uma técnica que denominou como spin e transformou ingredientes corriqueiros da cozinha, em cenas que lembram a forte explosão de cores e elementos em colisão, com grande similaridade ao evento cósmico que leva o nome de supernova. A partir destas imagens, nasceu a mostra e a obra imersiva que retratam um dos fenômenos mais fascinantes do universo.

Para SP-Arte 2019 será exibida parte do novo trabalho e a obra imersiva inédita Supernova – Domo, em que o espectador se deita como se fosse observar o céu por meio de um planetário – feito por um domo digital de cinco metros de diâmetro – que conta com projeções destas fotografias, onde o público poderá enxergar as luzes e beleza de um céu imaginário, repleto de supernovas. Uma visão poética da astronomia, por meio da gastronomia.

Já na ArtEEdições Galeria, será exibida a série completa com 13 obras, que estabelecem uma nova relação espacial para a arte, o teto. Por meio de pendentes de teto retro iluminados, as obras destacam e expandem a compreensão da imagem e dos ingredientes. Mais uma vez nesse projeto, Coimbra reforça o conceito de enxergar algo que está além do comum e trivial.

Para o curador da exposição Marcello Dantas, o macro, o universo e o desconhecido estão todos representados nas imagens de Coimbra, que borram as noções estabelecidas do que pode ser o espaço. “Esta série nos propõe a refletir sobre onde estamos na fronteira da razão e da imersão. É sobre ver coisas grandiosas nas pequenas coisas, como o universo em um grão de comida. É enxergar o planetário na dimensão de um prato e perceber a luz transformar tudo em volta”, afirma.

Na maioria dos casos, as imagens de uma supernova são frutos de uma simulação digital, produzidas por astrônomos a partir de uma reconstituição das ondas eletromagnéticas geradas no acontecimento que se quer ilustrar. Para sua interpretação acidental, Coimbra se aproveita de elementos do cotidiano, como os alimentos, e narra o crepúsculo de uma estrela de uma maneira nunca vista e, por isso mesmo, pela primeira vez registrada.

Compartilhar: