São Paulo não é uma cidade – invenções do centro | Sesc 24 de maio

Vanderlei Lopes, "Catedral", 2009-11.

Em 19 de agosto, a mais nova unidade do Sesc São Paulo abre suas portas no coração da capital paulista apresentando ao público a mostra “São Paulo não é uma cidade – invenções do centro”. Com curadoria de Paulo Herkenhoff e Leno Veras, especialmente proposta pelo Sesc SP para a inauguração do Sesc 24 de Maio, a exposição vai além das artes visuais ao trazer uma temática, peças e suportes que provocam o debate sobre a constituição do centro da cidade a partir da análise dos conceitos de Centro e de Cidade.

“São Paulo não é uma cidade – invenções do centro” ocupa todo o 5º andar do Sesc 24 de Maio, com seus 1.300 m² de área. A mostra apresenta uma possibilidade de leitura do centro de São Paulo, a partir dos conceitos de cidade, centro e os contextos da história, da arte, da arquitetura, do urbanismo, da indústria, do comércio e dos lugares emblemáticos, assim como sobre as pessoas, ofícios, saberes e cotidianos dessa composição urbana complexa e diversa.

O recorte é similar a um almanaque e busca apresentar dados fundamentais e de destaque desta região, assim como curiosidade e leituras críticas sobre o centro. São aproximadamente 30 núcleos(Ciclos Econômicos; Políticas e Oligarquias; Especulação e Desabrigo; Apagamento Cultural, entre outros) que abrigam diferentes técnicas como gravura, fotografia, pintura, indumentária, escultura, cerâmica, lambe-lambe, além de mapas, maquetes, documentos, entre outros. De modo não linear ou cronológico os curadores propõem uma experiência múltipla e diversa para os visitantes, abordando o assunto sobre diversas camadas de aprofundamento.

Resultado de um processo que os curadores iniciaram há quase um ano, envolveu pesquisas em acervos, arquivos e bibliotecas, coleções públicas e privadas de distintos estados do país, exibindo ao público cerca de 400 peças – entre obras de arte, documentos e objetos – de mais de 150 autores, numa tentativa de abranger ao máximo as representações da cidade e sua polifonia.

Lá estão Debret e Claudia Andujar, Flávio de Carvalho e Márcia Xavier, Rochelle Costi e Brecheret, expoentes da Semana de 1922 e artistas engajados como Igor Vidor e Jaime Lauriano, que produziram obras especialmente para a mostra.

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