Rosilente Luduvico | Palácio Anchieta

Força Invisível . Crédito Jarbas Gomes

Capixaba radicada na Alemanha, a artista plástica Rosilene Luduvico traz para o Palácio Anchieta, sede do Governo do ES, a partir do dia 31/07, 18 obras inéditas, que se conectam com a natureza do Espírito Santo. Oito pinturas em grande formato, sete desenhos, um mural de 3,63m de altura por 53m de largura e uma obra produzida com 41.952 sementes representam as montanhas, as árvores, o nascer do sol, o renascimento e os ciclos da natureza.

Luduvico está desde março em Vitória, fazendo residência artística dentro do Palácio Anchieta, para produzir as obras da exposição Alvorada, que foi dividida em sete salas: Visões do Amanhecer, Além o horizonte, Finda a tempestade, o sol nascerá, Sala da noite, Alvorada, Ventos e Floresta.

A obra Alvorada, que dá nome à exposição, foi produzida com a participação de oito alunos, o diretor e dois professores da Escola Viva Pastor Oliveira de Araújo, de Cobilândia. Nela foram usadas cerca de 41.952 sementes de árvore adenanthera pavonina, popularmente chamada de olho de pavão ou carolina. Se a artista não tivesse a importante colaboração dos estudantes, ela teria gasto três dias e cinco horas, continuamente, sem comer, beber ou dormir, para realizar a grande obra.

Outra obra em destaque é Finda a tempestade, o sol nascerá, o maior mural já feito pela artista, ocupa o grande salão da galeria. Com 3m63cm de altura e 53m de largura, a aquarela gigante, como diz a artista, foi produzida com pigmentos naturais a base de água, unirá todo o conjunto das peças. Ela traz as lembranças de Rosilene sobre o amanhecer nas montanhas capixabas, os primeiros raios de sol, a alvorada, as cores da manhã, o canto dos pássaros.

O curador da exposição, Ronaldo Barbosa, afirma que os capixabas conhecerão o trabalho de Rosilene Luduvico, ex-aluna da UFES, que vive há 23 anos em Dusselforf, na Alemanha. “Força e leveza, determinação e persistência, caracterizam as obras da artista, cujo tema da natureza trás as memórias da vida nas montanhas do Espírito Santo. Como um maestro de orquestra, Rosilene faz a regência de suas imagens, num misto de afeto e compreensão”, diz ele.

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