Rogerio Ghomes | Referência Galeria de Arte

“Quando tudo deixar de ser” traz para Brasília um recorte da obra de Rogerio Ghomes ao longo de 30 anos de trabalho. O ponto de partida a Bienal de Havana, 1997, marco da internacionalização da sua produção até as séries mais recentes como “Barroc”, 2015, apresentada no última Bienal de Curitiba, cidade onde residiu até o final dos anos 1990. Além de obras inéditas como a série “Árbol” e a obra “Conversas com Platão”. Completam a mostra, “Profano Sudário”, 1997, “Olhai”, 2001, e “Incrível como um distúrbio afeta a credibilidade’, 2007.
Fábio Luchiari, curador da exposição que acompanha a produção de Rogerio Ghomes há duas décadas, explica que a mostra que desembarca na capital federal não parte de uma cronologia. “São diálogos com trabalhos produzidos em diferentes períodos, buscando agrupar temas pertinentes de sua trajetória e que de tempos em tempos ressurgem, com um outro olhar, uma outra sensibilidade, porém, sempre coerentes com sua poética, suas indagações e buscas”.  Nas obras apresentadas, Rogerio Ghomes subverte o papel da fotografia de registrar a realidade, para criar um outro mundo. Mundo de saudade, solidão e lembranças prestes a desaparecer da memória. Tudo por meio de um olhar silencioso.
Junto com a abertura da exposição, Rogerio Ghomes lança o livro “Preciso acreditar que ao fechar os olhos o mundo continua aqui”. Com tiragem limitada de 500 exemplares numerados e assinados, apresenta um recorte das três décadas de produção do artista visual. Com apresentação do crítico e curador Moacir dos Anjos, a publicação traz ensaios críticos de Eder Chiodetto, Ricardo Resende e Tadeu Chiarelli.

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