Roberio Braga | Galeria Mario Cohen

A exposição reúne 22 imagens das séries Luz Negra (2013), Tranças (2016) e a inédita Ventos da África (2019), todas inspiradas nas culturas africanas e seus símbolos de resistência e preservação de tradições ancestrais, e de como se mantiveram no Brasil. Parte dos trabalhos poderão ser vistos também no estande da galeria durante a SP-Arte 2019, de 04 a 07 de abril, no Pavilhão da Bienal.

Cheias de significados, as fotografias carregam um mundo rico em códigos que se materializam em belas e reais formas, cores e padrões. Na primeira desta trilogia, Luz Negra (2013), Roberio retrata os adornos que a mulher carrega, representando códigos sociais por meio dos quais é possível identificar cada uma destas diversas culturas.

Em Tranças (2016), nos fala de como os cabelos trançados implicam em significados importantes que se perpetuam no tempo – e o fotógrafo traz para a realidade contemporânea brasileira toda a simbologia e beleza deste costume, por meio do trabalho realizado em cenários barrocos da cidade de Salvador (BA). Esta mesma série é finalista do concurso “Lens Culture” e será exposta na “Aperture Foundation Gallery”, em NY. Também recebeu o prêmio no Parati em Foco de 2018 e participou da exposição coletiva “50 anos da Galeria São Mamede”, em Portugal, em setembro de 2018.

A inédita Ventos da África (2019), tem foco na indumentária de resistência e poder do bloco Bankoma, surgido a partir de oficinas de arte e educação, desenvolvidas em terreiro de candomblé que leva para as ruas a cultura da religião Africana por meio da dança, música e vestimentas.

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