Retrotopias | Edificio Magdalena Laura

“Uma jornada num lugar que não existe para narrar poeticamente identidade, heterogenia multifacetada e estratificada por meio de diversas lentes que evidenciam as contradições e a beleza dos aglomerados urbanos contemporâneos” – é como se autodefine o projeto Retrotopias, que inicia no próximo dia 5 de setembro uma série de exposições, intervenções e performances artísticas.

Idealizada por Renata Junqueira e Antônio Rocco, com a curadoria participativa de William Baglione, Luiz Martins e Cesar Meneghetti, a mostra ocupa seis andares do Edifício Magdalena Laura no centro nevrálgico de São Paulo e dá espaço à diversidade de suportes artísticos: residência, produção gráfica, leituras, apresentações musicais, poesia, vídeos, performances, exposições, dentre outros.

Assim como a variedade de suportes, a lista de confirmados também é diversa. Estão envolvidos: Monica Nador, Alexandre Orion, Arthur Scovino, Herbert Baglione, Rodrigo Linhares, Ivan Shupikov, Cesar Meneghetti, Antonio Rocco, Luiz Martins, Giancarlo Latorraca, Guilherme Gafi, Tinho, Daniel Minchoni + Sarau do Burro, Ateliê Tipográfico, Jê Américo, Cristina Elias, Andrea Boller, Ding Musa, Katia Salvany, Sonia Guggisberg, Fyodor Pavlov-Andreevich, William Baglione, ACruz Sesper Trio e Julia Tranchesi.

“O Teatro Next traz em seu cerne a experimentação artística teatral e o edifício acima dele, o Magdalena Laura, originalmente destinado a escritórios comerciais, em pleno centro nevrálgico de São Paulo, tinha algumas salas vazias”, explica a organizadora Renata Junqueira. “A ideia, então, é ativar estes espaços, acender holofotes sobre um recorte da cena artística vibrante da cidade, dando espaço a uma espécie de painel criativo e, ainda, aproveitar a temporada da Bienal de Arte de São Paulo”, completa.

Batizado de Retrotopias, o projeto emprestou o nome do ensaio póstumo de Zygmunt Bauman, um dos pensadores mais influentes do século XX, onde o filósofo reflete sobre estarmos diante de um futuro em parte sem esperança ou progresso e, diante disso, começarmos a buscar a utopia em um passado idealizado, do qual se selecionam apenas algumas partes, numa replicação mais imaginária do que real.

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