Pequenos Formatos

Nove artistas contemporâneos expõem suas obras especialmente pensadas para a segunda edição da exposição “Pequenos Formatos” da Via Thorey. Ao todo são 32 trabalhos inéditos.

Nove artistas contemporâneos expõem suas obras especialmente pensadas para a segunda edição da exposição “Pequenos Formatos” da Via Thorey. Ao todo são 32 trabalhos inéditos, de pequenas dimensões, escolhidos pensando em um público iniciante das artes.

Um argentino e oito brasileiros compõem a variedade da mostra, que traz diversos suportes como xerografia, madeira, fotografias, esculturas e alumínio naval, além de representantes do movimento cinético das artes. Todos internacionalmente conhecidos, com exposições recentes dentro e fora do Brasil.

Segundo a curadora da mostra e proprietária a galeria, Gorete Thorey, os artistas que terão suas obras expostas, são conhecidos por produzir telas de grandes dimensões e o desafio, para esta mostra, é justamente imprimir suas obras em pequenos formatos, que os torna mais acessíveis a um público que está iniciando sua coleção e também aos jovens que estão começando a se interessar pela arte.

Arte cinética

O argentino Claudio Alvarez será o principal representante da arte cinética, corrente que explora efeitos visuais por meio de movimentos físicos ou ilusão de óptica ou truques de posicionamento de peças. Ele terá quatro trabalhos apresentados na mostra. Alvarez foi escolhido recentemente um dos artistas para compor homenagem ao brasileiro pioneiro na arte cinética Abraham Palatnik, em exposição no Rio de Janeiro.

A carioca Maria Lynch está entre os brasileiros escolhidos para a mostra. Suas obras sempre coloridas retratam o universo feminino, com traços amorfos e pessoas sem rosto em seus desenhos, que são como memórias picotadas que se transformam e se transpõem.

Já o artista Rodrigo de Castro criou volumes especialmente para a exposição. Ao todo, serão sete obras exclusivas e inéditas, em dimensões menores do que as já consagradas pelo estilo do artista mineiro.

O escultor baiano José Bento traz um pouco da religiosidade brasileira nos oratórios que farão parte da mostra. O artista é conhecido por usar caixas e restos de troncos de Mata Atlântica para criar suas obras.

A mineira Liliane Dardot, terá três obras especialmente criadas para a exposição. A artista é uma das fundadoras da Oficina Guaianases de Gravura, um dos movimentos artísticos mais significativos e duradouros de Pernambuco, na década de 1970 e que existe até os dias de hoje.

O Museu Rodin, em Paris, fotografado no outono, é objeto de uma série nova de fotografias de Jomar Bragança. Formado em arquitetura, Bragança começou como fotógrafo de arquitetura e depois, passou a fazer trabalhos para revistas de decoração de interiores, como Casa Cor Minas, da qual se tornou fotógrafo oficial e seu trabalho hoje pode ser visto em publicações internacionais, como Wallpaper e Casa Vogue.

Jayme Reis traz quatro obras com uma poética pensando no Espírito Santo. Para a mostra, ele criou barquinhos, sua marca registrada, especialmente com Vitória em mente. Nascido em Itabira, Minas Gerais, o artista usa fragmentos de madeira, resíduos de redes e sucatas navais para compor sua obra.

Tatiana Stropp, que abriu o calendário de exposições da Via Thorey no início do ano, volta com quatro obras inéditas feitas especialmente para a mostra. A artista utiliza chapas de alumínio para fazer suas pinturas a óleo, recolhidas em galpões de sucata de Curitiba, cidade onde Tatiana atualmente mora, transformando-as e obras de arte.

O paulistano Marcus Vinicius é outro nome que estreia no Estado. Suas obras são conhecidas por serem constituídas pela junção e encaixe de módulos feitos com recortes de MDF pintados e vidro. São peças de superfícies lisas, ora foscas ora brilhosas, nunca apresentando marcas de pincel e, no entanto, remetendo à tradição da pintura.

Compartilhar: