Pedro Alvim | Matéria Plástica – Arte Atemporânea

A Matéria Plástica – Arte Atemporânea inaugura a mostra “Pintura a vela”, do artista visual Pedro Alvim. As 30 obras em acrílica e óleo sobre tela que compõem a exposição apresentam um recorte da produção do artista realizada entre 2003 e 2018. A mostra fica em cartaz mediante agendamento pelos telefones (61) 98127-5728 e (61) 33671591.

Em “Pintura a vela”, Pedro Alvim cria um percurso dentro de sua produção para apresentar diversas vertentes que tem explorado na pintura. Nas telas pintadas a tinta acrílica e em alguns casos com algumas pinceladas a óleo, o artista tangencia a história da arte, dialogando com a produção de pintores dos séculos 19 e 20, do pós-impressionismo ao neofigurativismo contemporâneo, mas também com o cinema e as histórias em quadrinho. “Tenho interesse em articular essas diversas referências, dando a elas visibilidade e relevo no contexto atual”.

A mostra apresenta pinturas que têm como eixo o trânsito entre motivos de observação e imaginação. “As imagens costumam combinar cenários e figuras, incorporando traços de diversas linguagens, como o apelo emocional da pintura romântica, a abreviação expressionista e a narratividade da HQ”, afirma Pedro Alvim. O artista ressalta que mesmo que sua obra esteja impregnada das realidades de Brasília, seu interesse está “no drama e na transformação que surgem em cenários que poderiam se localizar em qualquer cidade, como terrenos baldios, ruínas e construções que são como vias de comunicação com o espírito de outras épocas”.

A partir de 1990, a articulação das várias referências começa a se consolidar e a extrapolar o espaço da tela. “Passei a confeccionar molduras que buscavam romper com a solenidade pré-fabricada dos espaços expositivos. As molduras mimetizam o preciosismo decorativo que ficou associado à arte como signo de status, mas também podem se converter por elas mesmas em experiências construtivas e até conceituais”, diz Pedro Alvim.

Nesta exposição, serão apresentadas algumas obras da série “Tramóias”, uma analogia com os bastidores do teatro, fazendo contracenar elementos cenográficos de forma dramática. Além dessa série, estarão presentes os gêneros básicos da pintura, que Alvim volta sempre a interrogar:  paisagens, naturezas-mortas, e cenas “históricas”, buscando explorar as transições que se estabelecem entre eles. “Isso pode ir no sentido da desconstrução do motivo realista ou de um jogo narrativo que acrescenta outros significados àqueles que já foram fixados pelo hábito”, explica.

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