Paula Klien | Casa de Cultura Laura Alvim

O corpo verte-se enquanto a paisagem se apresenta como um curioso espelho do externo e do interno. Esta é a perspectiva da mostra Extremos Líquidos, individual que Paula Klien apresenta entre 2 de agosto e 2 de setembro na Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro. Com curadoria de Marcos de Lontra Costa, a exposição reúne uma série de 20 trabalhos da artista representada pela Emmathomas Galeria, de São Paulo.

“Eu lavo água preta”, diz Klien em alusão ao seu processo criativo, onde, literalmente, lava as marcas criadas por ela sobre a tela com nanquim. Suas pinturas e esculturas trazem cenários e paisagens poéticas monocromáticas, com variações de cinza, e aparecem quase sempre em grandes formatos. “O resultado tem uma relação com a beleza que o tempo traz”, pontua.

A artista trabalha dentro de uma imagem sem limites determinados, sem verdades absolutas. “É uma pintura que, em certo momento, parece quase querer flutuar, quase querer sumir”, afirma o curador. Como resultado, cenários e paisagens poéticas que surpreendem pela ousadia, pela criatividade e pela capacidade da artista de dominar com precisão os meios técnicos e expressivos, desenvolvendo sua própria linguagem. “Tudo aqui conspira para se fazer da arte um território permanente de questionamento e provocação”, completa Lontra Costa.

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