Oratórios: Quando o Homem Fala com Deus | Museu de Arte Sacra de São Paulo

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS-SP, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, exibe “Oratórios: Quando o Homem Fala com Deus”, em parceria com o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, sob curadoria de Beatriz Cruz. A mostra é composta por peças do acervo do MAS-SP, sendo oratórios e as imaginárias que os adornam, de origem brasileira ou portuguesa, os quais variam de estilo e épocas distintas, entre os séculos XVIII e XXI.

Nesta nova mostra temporária do MAS-SP, são expostos oratórios de salão – grandes, em geral colocados em salas de visita, de casa e fazenda -, oratórios de alcova – destinados a dormitórios, fixados em parede -, e conventuais, cuja feitura se dá com materiais diversos como papel, madeira e tecidos, perfazendo um conjunto de artesanato antigo. Apesar de não terem a mesma procedência, a expografia é organizada de modo a agrupar peças do mesmo período, levando em consideração, também, a estética. Além disso, são apresentadas esculturas distintas, tanto eruditas como outras produzidas por escultores populares.

O termo oratório possui vários significados, podendo remeter tanto à devoção doméstica, quanto a um gênero musical, retórica ou um estilo arquitetônico. Nos dizeres de Beatriz Cruz: “Derivada do latim ‘oratios’, designa também ‘um nicho ou armário de madeira que contém santos e quaisquer imagens de devoção e que o devoto tem em casa para rezar’. Sinaliza o hábito de rezar, de dedicar oferendas, implorar de maneira humilde e particular as bênçãos dos santos”. Essencialmente domésticos, os oratórios podem ser alocados tanto em área socia l como em outras mais íntimas, podendo também ser transportados, como os de viagem e de algibeira, encontrados ainda em gruta ou na beira da estrada. O oratório pode ser construído de forma erudita, com requinte e os materiais mais caros e seguindo cânones estilísticos de distintas escolas artísticas, ou meramente de maneira popular, utilizando materiais que o devoto tiver à mão. “De toda forma, simbolizam simplesmente um desejo do crente: falar com Deus”, conclui a curadora.

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