Ocupação 4 | Galeria Casa

No próximo dia 4 de junho, das 18h às 22h, a Galeria Casa abre ao público duas mostras simultâneas que apresentam a multiplicidade de linguagens em obras de artistas visuais de Brasília. A Matéria Plástica – Galeria de Arte Atemporânea participa da Ocupação 4 da Galeria com a exposição “Onde se formam as lembranças”, com obras dos artistas visuais André Lafetá, Suyan de Mattos, Valéria Pena-Costa, Pedro Alvim, Nelson Maravalhas, Julie Weisz, Wagner Hermusche, Mário Jardim, Luiz Gallina, Cintia Falkenbach, Renato Mattos e Luis Jungmann Girafa. A galeria virtual Protagonista realiza a mostra Protagonista Street Art, com obras do Coletivo Transverso, Ester Cruz, ONIO, Marcelo Calango, MAO e Alerrandro. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos.

Segundo Girafa, da Matéria Plástica, os trabalhos escolhidos para a presente exposição, foram garimpados de forma intuitiva nos respectivos ateliês dos artistas visitados inúmeras vezes. Em datas distintas, o artista visual e galerista teve a oportunidade de convívio com cada um dos artistas, seja dividindo espaço, autoria de alguma obra, criando alguma publicação de forma coletiva, fazendo filmes ou fotonovela. Cada um em seu próprio universo indicou possibilidades de linguagem. “Reunir tantos universos individuais em assuntos diversos, é o link da memória individual com a memória coletiva, que alimenta o nosso presente. A lembrança das nossas diferenças é o que nos une nessa sala”, completa.

Para a exposição na Galeria Casa, o Protagonista apresenta cinco artistas que usam cores, provocações e poesias vibrantes, que transformam frias paredes cinza em portais de contemplação e espelhos de crítica social. As ubíquas frases do Coletivo Transverso desligam momentaneamente nosso transe diário fazendo-nos lembrar de coisas simples e fundamentais como, dançar e refletir sobre nossa relação com nós mesmos e com o outro. Marcelo Calango cria estampas nas paredes da cidade com a fuligem de árvores do cerrado, queimadas em incêndios florestais lembrando-nos do desaparecimento deste bioma. Ester usa as ruas para afirmar, com imagens potentes, que “Deus é Negra” e registra as intervenções de intolerância que seu trabalho sofre. Mão e ONIO desafiam a prevalência do cinza na cidade, quebrando a monotonia cromática e as linhas retas com suas pinturas coloridas e orgânicas.

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