O Inquietante | Verve Galeria

A Verve Galeria inaugura “O Inquietante”, coletiva composta por 21 trabalhos de Farnese de Andrade, Flávio Cerqueira, Francisco Hurtz, Luciano Zanette, Luc Dubois, Monica Piloni, Tomoshige Kusuno, Walmor Corrêa e Wesley Duke Lee, sob curadoria de Agnese Fabbiani e Ian Duarte Lucas. A mostra, composta por desenhos, esculturas, fotografias e pinturas, busca despertar no espectador sentimentos diversos acerca do dissonante, daquilo que mexe com nossas mais profundas inquietações, abordando o estranho e as reações que são desencadeadas a partir desse contato. No intuito de promover o diálogo entre diferentes públicos e gerações, a exposição apresenta obras de artistas tanto representados pela Verve Galeria, como por outras galerias do circuito paulistano.

Emprestado da psicanálise – “O Inquietante”, texto homônimo de Sigmund Freud publicado em 1919 -, o conceito da nova exposição da Verve Galeria nos coloca de frente com aquilo que tentamos manter oculto, mas que de alguma forma vem à tona, como algo estranhamente familiar. “De natureza ambígua, no despertar de nossas mais profundas inquietações, não raro o assombro é substituído pela mais irresistível atração. Encontra-se aí a gênese de nosso incômodo: a inquietação diante do sombrio que se revela em nós mesmos”, comentam os curadores.

Das bizarras cenas de Hyeronymous Bosch, passando pelos surrealistas, que encontraram embasamento teórico no repertório de imagens reprimidas enquanto expressão do inconsciente, dos sonhos e de outras inúmeras teorias freudianas relativas ao medo da castração, aos fetiches e ao sinistro, é fato que o tema sempre esteve presente na história da Arte. Nos dizeres dos curadores: “Nossa proposta é a de investigar estes diversos processos que encontram paralelo nas artes visuais, possibilidade viável apenas em uma exposição coletiva, na qual se permite ter contato com seus mais diversos desdobramentos”, concluem os curadores. “O Inquietante” conta ainda com trabalhos históricos dos artistas Farnese de Andrade, TomoshigeKusuno, e a “Série das Ligas”, de Wesley Duke Lee – cuja polêmica marcou sua primeira exposição, anos 1960.

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