Myriam Glatt | Centro Cultural da Justiça Federal

“TEMPO, da contenção à expansão” convida o espectador a compartilhar as memórias e referências colocadas pela artista visual Myriam Glatt nas 13 obras que compõem a sua  4ª exposição individual, que ocupa duas galerias do primeiro piso do Centro Cultural Justiça Federal, com curadoria de Isabel Sanson Portella. O uso de autorretratos, lembranças e elementos que remetem à História da Arte e a mestres da pintura como Van Gogh, Magritte, e Frida Kahlo estão presentes através de colagens de linguagens (desenho, pintura e fotografia), para compor esta série iniciada em 2012 e concluída em 2017.

Serão apresentadas 13 obras, uma instalação com sementes naturais e 12 pinturas, sendo a imagem feminina retratada pela própria artista, misturada com elementos já explorados por ela em outras individuais, como sementes, flores e pássaros.

“Numa crise em 2012, ao sair do abstrato, pensei: ‘Meu corpo é a parte do mundo mais próxima de mim’. Neste momento entrou a figura, na série que acabo de concluir e que está sendo exposta pela primeira vez no CCJF”,  afirma Myriam Glatt.

“Todos os trabalhos são verticais como o retrato. Somente a obra “O sofá” de formato horizontal, remete à paisagem. Talvez uma paisagem que guarda memórias de algo ou alguém que esteve ali”, complementa.

Myriam Glatt já teve a Natureza e a repetição como tema recorrente em suas obras. Em 2016, realizou a exposição intitulada “Semente” (Galeria Öko); em março deste ano levou para o Espaço Cultural Correios – Niterói “Flor, da contenção à expansão”, com grandes relevos e telas com folhagens e flores. Dois anos antes, em 2015, na mostra “Coletivos, manchas e contornos” (Galeria Toulouse Arte Contemporânea – TAC) expôs pedras, nuvens, sementes e flores.

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