Mundo em multiplos olhares | MBlois Galeria de Arte

A MBlois Galeria de Arte, em Ipanema, volta a abrir seu espaço para expor trabalhos de artistas contemporâneos, do grupo Múltiplo Olhar, com a curadoria de M. Montezi. São cinco artistas que já levaram seus trabalhos para fora do país, que somam experiências significativas na arte de pintar. A coletiva convida o público em geral para dialogar com os artistas que formam o GMO, todos com formação na EAV do Parque Lage. São eles:

DARUICH HILAL
Filho de imigrantes sírios, Daruich retornou com seus pais à cidade de Damasco ainda adolescente, onde estudou Literatura Inglesa e frequentou vários cursos avançados em arte. Retorna ao Brasil para lecionar arte clássica a convite de amigos. Na EAV, aprimorou técnicas em arte contemporânea com o mestre Luiz Ernesto de Moraes, sendo seu monitor por vários anos.
Apresenta a nova série “Muralistas/Grafiteiros” onde transporta para o espaço pictórico bidimensional, uma livre apresentação da arte do grafite, tendo como referência artistas como: Eduardo Kobra, Gustavo e Otávio Pandolfo, Alex Hornest entre outros muralistas/ grafiteiros brasileiros, que exercem sua arte fora de espaços expositivos restritos. Tem participado de várias exposições individuais e coletivas, nacionais e internacionais ao longo desses trinta anos de carreira, sendo desde 2013 representado pela Aura Galerias na Cidade do México, que o inseriu no rol dos artistas mais influentes desta galeria no ano de 2017.

HELIO VIANNA
Artista visual carioca com formação multidisciplinar, Helio é graduado em Relações Internacionais, em Produção Cultural e especialista em Literatura Infantil. Produziu dois documentários de média metragem, alguns micrometragens de ficção e peças de teatro. Como fotógrafo, teve trabalhos selecionados para o livro “Rio365 – O primeiro documentário fotográfico da cidade via Instagram”, incluindo um prêmio na categoria Melhor Luz. Trabalhou no Ministério das Relações Exteriores para o Comitê Nacional de Organização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
Sua formação como artista visual se deu na EAV-Parque Lage, nos cursos dos professores Alexandre Sá, Bia Amaral, João Modé, Bruno Miguel e Luiz Ernesto.
Participou do Tempo: Festival 2013, integrando a performance “Íntimo y Pessoal” (de autoria de Esther Ferrer, recriada no Parque Lage), da performance e intervenção urbana “Mil cruzes pela estrada” (de Lotty Rosenfeld, recriada na praia de Copacabana) e trabalhou na montagem da instalação “Protótipo Improvisado Do Tipo ‘Nuvem’” (de autoria de Yona Friedman). Estes trabalhos foram recriados para o festival em uma parceria entre a EAV Parque Lage e a Coleção 49 NORD 6 EST – FRAC Lorraine (França).
Representa artistas brasileiros em duas galerias na Cidade do México, desde 2013, e lá é representado por uma delas (Aura Galerías), desde de 2015. Participou de exposições no Rio, tem trabalhos na plataforma Geração Alpha, e em fevereiro de 2016 passou a ser representado pela Galeria Toulouse no RJ.

LAURA LUCIA LIMONGI
Laura é artista plástica, formada em Comunicação Social pela PUC/RJ. Na escola de EAV-Parque Lage, aprimorou seus estudos em pintura e fotografa com os mestres Luiz Ernesto de Moraes, Chico Cunha, Daniel Lannes, Paulo Vieira e Denise Cathilina. Participou de exposições individuais e coletivas no México, em Veneza e no Brasil.
Seu trabalho remete ao conceito imaterial de artificialidade, não como sentimos, como se fosse algo falso ou elaborado, mas, sim seu real significado na vida atual. Segundo ela “O mundo em que vivemos é quase todo artificial e não nos damos conta disso. Hoje é impossível viver naturalmente, mas valorizamos o natural como algo puro e verdadeiro e associamos o artificial ao que é falso e elaborado”
Na pintura, o uso de cores vibrantes vem de seus estudos sobre David Hockney, Frank Stella e David Batchelor: “O pensamento cultural contemporâneo tenta desvalorizar e diminuir a importância das cores, tornando-a trivial ou menor. Eu não tenho medo das cores, elas ajudam a transmitir minhas ideias”.

MARCIO SÁ
Nascido no Rio de Janeiro, Márcio é autodidata, iniciou seus trabalhos na arte do desenho, aperfeiçoando sua técnica no Senac-RJ. Desenvolveu trabalhos na técnica do pontilhismo em bico de pena (mono e policromático), agregou a pintura a óleo sobre tela e, posteriormente, a pintura em acrílica com orientação do mestre Jaderson Passos, em estilo surrealista. Na EAV, cursou Questões Fundamentais da Pintura Contemporânea e Questões Prático-Teóricas da Pintura Contemporânea.
Participou de salões e exposições no Brasil e no exterior (Nova Iorque e Portugal), em mais de 20 oportunidades, individuais e coletivas, tendo sido agraciado inúmeras vezes com menções honrosas, medalhas de ouro, prata e bronze.
Procurou recriar uma expressão mais objetiva, retirando símbolos que confundiam o entendimento à autonomia relativa do processo de compreensão, tanto no pensamento como no discurso, e assim brincando com a linguagem simbólica constrói sua poética com cores.

MARLENE BLOIS
Marlene nasceu e vive na cidade do Rio. Sua formação acadêmica é em Literatura, Educação e Comunicação Social, tendo atuado em universidades, em rádio e TV educativa durante muitos anos, onde coordenou, produziu e apresentou inúmeros cursos e séries, com veiculação nacional. Em literatura, publicou livros de poesia e de contos, e textos científicos e técnicos editados em publicações nacionais e internacionais.
Depois de ter passado pelas fases figurativa e abstrata, nos seus trabalhos atuais enfoca questões relativas a visões de mundo, onde se chocam sentimentos e valores, simbolicamente presentes nas sociedades. Com liberdade nas representações e na capacidade metafórica de suas composições, ousa criar tensão entre formas orgânicas e geométricas apenas insinuadas ou desconstruídas, com cores e texturas, a partir de percepções ampliadas do mundo, criando paisagens geométricas. A cor é elemento fundamental em suas obras, tendo a ousadia de desconstruir as formas geométricas apenas insinuadas, como uma reação ou mesmo negação ao excesso de racionalismo atribuído ao puramente geométrico. Na EAV, foi aluna dos professores Chico Cunha, Paulo Vieira e Luiz Ernesto, e criou o Grupo Múltiplo Olhar. Entende que todo artista sofre influências diversas, e ao longo de sua trajetória artística, grandes mestres lhe direcionaram o olhar, sensações e emoções, deixando marcas em seu trabalho, veladas ou visíveis, datadas ou não, como Cézanne, Monet, Sam Francis, Stella, Still, Mondrian, Otake e o austríaco Hundertwasser, mestre nas cores.

Seus trabalhos já foram apresentados, individual e coletivamente, no Brasil (Rio, Búzios, São Paulo), nos Estados Unidos (Boston), França (Paris) e Itália (Veneza), e estão em residências do Rio, São Paulo, Argentina, Chile, Colômbia, México, Estados Unidos (Miami e Boston), Espanha e Líbano (Beirute).

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