Monica Piloni | Epicentro Jardins

O Epicentro Jardins tem o prazer de apresentar, entre 03 e 15 de outubro, a exposição “Monica …”, da paranaense Monica Piloni. A mostra percorre a produção da artista nos últimos 10 anos, através de esculturas, objetos e fotografias que refletem sobre o papel da figura feminina e sua condição no mundo atual.

A produção de Monica Piloni é considerada por muitos controversa, ousada e provocativa, traz uma reflexão percussiva sobre o nosso relacionamento com a beleza, nossa visão sobre o corpo e nossas ansiedades. Muitas de suas obras, criadas com moldes de seu próprio corpo, evocam pesadelos e representações repletas de sexualidade, fantasia e horror. A artista  distorce o corpo humano com desmembramento, omissão ou multiplicação de elementos, que geram uma forma perturbadora e não natural, muitas vezes mórbida. Seu trabalho, ao mesmo tempo, trata a sexualização da figura feminina e instiga sensualidade, por meio de corpos nus distorcidos que repelem e atraem.

Em “Ímpar” uma figura sem os braços, nua expondo suas três vaginas, sentada em muletas douradas em equilíbrio absoluto, usa o cabelo como recurso para esconder, substituir e desorientar a logica da construção da figura humana, como uma máscara que sobrepõe a identidade mas não a sexualidade. Em “IdEgoSuperego”, uma escultura em bronze polido com três formas humanas em autorretrato repetidas com seus corpos em contorção. A posição desses corpos foi estudada para que as três formas individuais se encaixassem perfeitamente uma na outra, com o rosto de uma encarando a vagina da outra, simétricas e continuas. O conjunto remete a um triangulo equilátero. Sem o recurso de solda, elas se unem em equilíbrio estável, uma metáfora irônica à luta entre nosso instinto (id), razão (ego) e o componente ético (superego), quase nunca nos preenchendo em proporções equilibradas.

Na abertura da exposição, Monica apresenta a performance “Arte Terapia num Mundo Líquido”. Um bloco de gelo, como se fosse uma grande pedra de mármore é esculpido ao vivo. Entre marteladas surge uma escultura que pretende questionar aspectos de comportamento comuns do ser humano atuar em sociedade.

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