Mário Camargo | Centro Cultural Correios – RJ

A exposição “Memória e Transformação”, do artista Mário Camargo, com curadoria do crítico de arte Ruy Sampaio, apresenta cerca de 10 obras em grandes dimensões, entre pintura, objeto e instalação. Esta mostra vem menos de 1 mês depois de Mário participar da Bienal de Florença (de 6 a 15 de outubro), na Itália, onde apresentou o trabalho intitulado ‘Arte não vista’,  a partir de registros fotográficos feitos nos jardins da Villa Borghese, em Roma.

Em “Memória e Transformação”, Mário utiliza a pintura, mas de uma maneira diferente da usada em outras exposições. A pintura parece saltar da tela, deixando de ser enquadrada nos chassis, na busca da transformação em um objeto, escultura, instalação ou simplesmente deixar parte da pintura sair do retângulo. Na instalação, esta busca fica evidente.

A transformação é exercida na procura de transpor a barreira da antiga presença. Por meio das tiras, que são resultados de telas rasgadas e repintadas, uma nova representação busca a terceira dimensão ou simplesmente a saída dos chassis.

Na mostra, uma mesma obra – que expressou sua força em determinado instante – agora segue um outro caminho. Transforma-se em um novo trabalho. Uma pode ser usada como base para outra obra. Da mesma forma que a Arte Povera italiana reutilizava e se apropriava de matérias antes descartadas. Esta desconstrução proporciona um novo olhar para o trabalho e uma nova forma de liberdade, evidencia a intenção de promover algo instigante, intrigante e poético.

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