Marcia de Moraes | Lançamento do Livro | Galeria Leme

Há cinco anos os traços expressivos, fluidos e ágeis de Marcia de Moraes ganharam espaços vazios e aglomerados de formas nada literais. O amadurecimento da artista, que trabalha desenhos de grandes dimensões feitos com grafite e lápis de cor, foi o ponto de partida para o primeiro livro em homenagem à trajetória desta paulista, que será lançado pela editora Cobogó nos dias 11 e 23 de março, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Em Marcia de Moraes, realizado a partir de uma bolsa concedida à artista pela Fundação Pollock-Krasner, em Nova York, estão reunidas imagens de cerca de 60 obras, além de textos de Paulo Miyada e Camila Belchior. O livro bilíngue, em português e inglês, também apresenta uma entrevista feita por Lourenço Egreja sobre o processo de trabalho de Marcia.

A artista, representada pela Galeria Leme, costuma fotografar o que a surpreende pela vida e depois usa isso em seus trabalhos nada convencionais. “São línguas, unhas, gargantas, peitos, folhas secas, pedras, ossos e cacos de vidro, entre outras coisas. E essas formas se dão nos espaços vazios, que deixo em branco, que não são preenchidos pela cor. Quando todos esses elementos estão aglomera­dos, o desenho se torna uma grande insinuação de um organismo vivo constituído de infinitas partes”, explica.

Marcia trabalha sem repetir formas ou combinações cromáticas, o que faz de sua obra um turbilhão visual em constante transformação. “Per­cebi que cada combinação é própria e única de cada desenho, assim como os títulos. É tentador fazer novamente aquilo que acho que ficou incrível, mas a imitação não funciona, fica ruim e o traba­lho não flui. Então, me coloquei mais esta regra: não repetir o que já fiz”, diz a artista.

O livro traz ainda imagens de colagens produzidas por Marcia e vistas de importantes exposições da artista para que o leitor possa ter a real dimensão dos desenhos produzidos por ela.

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