Marcelo Greco | Imágicas Galeria

O fotografo paulistano Marcelo Greco abre a exposição “Helena”, na Imágicas Galeria, com 26 imagens de um diário visual onde registra afeto e cuidado pela vida a dois.

Através da linguagem fotográfica, Marcelo acessa suas próprias questões pessoais e constrói um relato de amor ao lado da companheira, Helena. As mudanças físicas e temporais da relação são registradas de maneira poética e a cumplicidade diária permite uma imersão que evidencia o respeito e admiração por Helena. Uma história real e biográfica que, ao ser compartilhada, cria caminhos poéticos no imaginário do público.

Helena, por Marcelo Greco:

“A fotografia apareceu em minha vida de forma tardia, quase aos 30 anos. Apesar de sempre ter sido um universo que me interessava, assumir que poderia ser fotógrafo foi somente possível depois de equacionar outras questões pessoais. Para mim, é um canal de expressão. Desde o início tive a clareza que era só por meio da fotografia, e não qualquer outra forma de interação com o mundo, que minhas questões artísticas se manifestavam. Sempre me interessei pela questão da autoria. O registro da imagem é um documento, trata sempre de um recorte no espaço e no tempo. A forma como este documento se faz é então uma reflexão importante. Construir uma documentação poética é um desafio. É por aí que procuro navegar.

Aos poucos descobri que fotografar meu cotidiano, a vida ordinária que me cerca, criava espaço para um mergulho a universos que nunca havia tocado dentro de minha alma. Descobrir essa poesia no banal e cotidiano é descobrir a magia da vida.

A Helena, há muito tempo, faz parte do meu imaginário visual. Antes mesmo de nos tornarmos amantes. Descobrir sua alma e me apaixonar por ela foi possível, também, por causa da fotografia.

Fotografar e construir um relato poético de nossa vida juntos foi algo sempre tão natural quanto vital. A intimidade e a cumplicidade de nossa relação me permite tê-la como meio para acessar minhas questões essenciais. Seu mistério é canal de acesso para meus mistérios. Suas sombras para as minhas. Sua sensualidade, nossa sensualidade. Nossa força, nossa fragilidade.É nesse emaranhado e nessa imersão que construo meu diário visual e tento encontrar caminhos que possam também comunicar e construir experiências poéticas no outro. A Helena deixa de ser minha parceira e amante para se tornar personagem de um imaginário universal.”

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