Macaparana | Museu Lasar Segall

Como o trabalho de um artista é influenciado ou mesmo inspirado por seus pares mais próximos, com quem mantém relações profissionais e de amizade? Foi este questionamento que motivou Afinidades, exposição individual do artista Macaparana, que o Museu Lasar Segall recebe entre 9 de junho e 6 de agosto. Com curadoria de Franck-James Marlot, a mostra reúne trabalhos do pernambucano reconhecido por uma obra que une o rigor geométrico e a informalidade da abstração, e apresenta ainda um recorte de sua coleção pessoal.

“A exposição propõe uma quebra na carreira do artista: um momento particular quando somos convidados a questionar certas transmissões. Não só o que um artista transmite a outro artista, mas também o que o artista transmite ao mundo”, pontua Marlot.

O público poderá conferir uma seleção de 15 obras inéditas de Macaparana. São pinturas, desenhos, colagens e recortes sobre cartão que, combinados uns aos outros, formam um conjunto coeso e uniforme, ao mesmo tempo que diverso. Reflexo de influências várias. O artista apresenta ainda preciosidades de seu acervo particular, onde figuram trabalhos de nomes como Josef Albers, Jean Arp, Max Bill, Hércules Barsotti e Willys de Castro, além de cerâmicas pré-colombianas.

Ao reunir esse conjunto, a exposição propõe ao observador um convite para a reflexão sobre a noção de transferência artística e também para a criação de narrativas a partir das semelhanças – ou não – entre os trabalhos do pernambucano com os daqueles que o cercaram e, naturalmente, o inspiraram.

“Não se trata exatamente de uma homenagem calculada, racional. Esses trabalhos não surgiram como releituras de obras que tenho em casa, presentes de artistas com quem convivi”, afirma Macaparana. “Quando você vive todos os dias tão próximo a uma obra de arte que ama tanto, é quase inevitável que ela apareça em sua própria produção. Influência e afinidades sempre foram uma coisa natural e bela entre artistas”, completa.

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