Mac Adams | Centro Cultural Fiesp

Pela primeira vez na América Latina, a exposição “Mens Rea: a cartografia do mistério” apresenta a obra de um dos principais artistas da Arte Narrativa, o britânico Mac Adams, que se naturalizou americano.

Com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho e Anne-Céline Borey, a mostra apresenta ao público brasileiro 17 dípticos da icônica série ‘Mistérios’, além da instalação site specific ‘Cartografia de um crime’, criada especialmente para a exposição em São Paulo. Nesta instalação, o artista reflete sobre a memória e o esquecimento, por meio de uma relação passional obsessiva. Para isso, Mac Adams constrói um diálogo entre suas imagens e fotografias provenientes do arquivo do Museu Nicéphore Niépce (França), um dos mais importantes da Europa.

Artista escolhido pela França para integrar a programação do Ano Rodin em 2017/2018, Mac Adams desenvolveu um trabalho em duas ou três dimensões, que explora o potencial narrativo da fotografia e da instalação na composição de cenas misteriosas. Sua obra mistura referências dos contos do País de Gales, onde nasceu, dos romances de Arthur Conan Doyle, do cinema de Alfred Hitchcock e do cinema noir.

Assim como um contador de histórias, o artista utiliza fotos e objetos em estreita relação semiótica, incitando o espectador a penetrar o espaço/tempo entre as obras. “

A exposição conta, ainda, com a participação de autores de diversas nacionalidades, convidados a escrever textos inspirados em algumas das obras escolhidas pela curadoria. Entre os autores, destacam-se a premiada escritora israelense Tal Nitzán e o poeta brasileiro radicado em Berlim Ricardo Domeneck.

O artista estará presente no Centro Cultural Fiesp, no dia 17 de abril para ministrar a palestra ‘Fios soltos: construção e desconstrução de uma arte narrativa’. Em pauta estarão aspectos importantes de sua obra. A palestra também conta com a participação dos curadores Luiz Gustavo Carvalho e Anne-Céline Borey.

Para participar, é preciso fazer inscrição no site www.centroculturalfiesp.com.br. A entrada é gratuita.

 

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