Luiz Escañuela | Luis Maluf Art Gallery

As pinturas de Luiz Escañuela mais parecem registros fotográficos. Pele, toque, poros, suor e a humanidade são retratados em tinta óleo pelas mãos do artista paulistano de apenas 25 anos. Com curadoria de Roberto Bertani, a individual Disrupto, na Luis Maluf Art Gallery, abre a partir de 06 de junho (quinta-feira), partindo do hiper-realismo aplicado como uma “super-imagem”, que maximiza a experiência visual do espectador e, ao mesmo tempo, traz à tona o protagonismo da pele como principal órgão de contato com o exterior.

As marcas estampadas na pele são o principal instrumento na produção de Escañuela, que registra as vivências por trás de cada fragmento de corpo. O embasamento do artista está na captação das nuances humanas para a criação de entidades circundadas por espectros de efemeridade, imposição, empatia e ludicidade. “Tenho interesse por retratar pés, mãos e rosto. As extremidades nos firmam na terra e, ao mesmo tempo, nos permitem criar e nutrir relações com o outro”, explica o artista.

A primeira mostra individual de Escañuela, na Luis Maluf Art Gallery, reúne 12 obras que inspiram a poesia implícita no ser, em uma crônica visual da raça humana como espécie, que tem a necessidade de interações para a continuidade da vida. “Escañuela procura contemplar a organicidade da anatomia junto das inferências emocionais do corpo e do toque. O embate entre o peso e a leveza quebram a lógica da imagem tradicional, culminando numa narrativa visual de nossa espécie em sua plenitude e em suas ausências reais ou simbólicas”, complementa o curador Roberto Bertani.

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