Loro Verz, Galeria VilaNova

A Galeria VilaNova inaugura a exposição FELIZMENTE NÃO CONSIGO TE ESQUECER, do artista plástico, cartunista, designer e ilustrador Loro Verz. Com curadoria de Bianca Boeckel, 14 obras são apresentadas nesta individual, cujo tema permeia o caos interior de quem se vê incapaz de sair de determinada zona de conforto, a aflição gerada por planos em relação ao futuro e a infinidade de caminhos que se pode escolher para seguir em frente.

Nesta nova mostra da Galeria VilaNova, são exibidas peças que evidenciam o desconforto traduzido em cores e formas variadas, sobrepondo imagens e camadas de tonalidades com traços ora abstratos, ora representativos. Além de telas quadradas e em formatos tradicionais, Loro Verz talha as bordas de algumas obras, como se o conteúdo das mesmas extrapolasse os limites dos suportes que utiliza. Formado em Artes Plásticas, Loro Verz desenvolve seu trabalho seguindo um método por ele denominado “Free Jazz imagético”, pelo qual a criação se torna algo inteiramente intuitivo, livre de definições e amarras, o que acaba por refletir suas visões e experiências pessoais. “Arte é o reflexo de como penso, uma espécie de mapa interno. É o inconsciente tomando conta e mostrando suas cores verdadeiras. É um estado entre a razão e a não-razão. Cada obra é uma surpresa, um exercício de experimentação.”

O título FELIZMENTE NÃO CONSIGO TE ESQUECER faz alusão a algo que não desapareceu por completo, o que abre espaço para o desconforto. O caos representa o ponto de partida, no sentido de se definir outras possibilidades, as quais se sobrepõem na formação de novas perspectivas e rotas. Tais elementos estão diretamente ligados à produção de Loro Verz, desde seus quadrinhos até as telas da presente exposição.

Por sempre buscar novos materiais e formas de se expressar, a experiência do artista se torna uma grande experimentação. Assim, ele descreve seu ateliê como sendo, na verdade, um laboratório. Em uma realidade que, infelizmente, escancara o egoísmo cada vez mais presente nas Artes Plásticas, o resultado desta alquimia de imagens cabe ao espectador decifrar, uma vez que cada um possui uma leitura distinta daquilo que lhe é apresentado. Nesta imensidão de possibilidades, conceitos permanecem suspensos e são formados, individualmente, na cabeça de quem tem acesso às obras.

Partindo do pressuposto de que quanto mais experimentações, mais rico é o vocabulário de uma pessoa ou artista, Loro Verz conclui: “Experimentar é uma ferramenta básica de sobrevivência”.

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