Leopoldo Raimo | Galeria MaPa

A galeria MaPa apresenta um recorte de suas pinturas da fase abstrata, onde cria um espaço ilusório, ainda que geométrico, baseado na organização de formas e no uso de uma escala cromática em intensidades variadas, procurando efeitos e ilusões de óptica”. Tais obras, aqui chamadas de Espaciais, dos anos 1960-1970, são únicas em seu impacto visual. Mostram o domínio das cores que o artista, discreto, sempre teve, e possuem uma textura realmente instigante. Parecem ser obras feitas para serem tocadas. Raimo, também sob esse aspecto, é criador original e de real valor.

Em 1969, Jacques Douchez escreveu sobre o amigo de Atelier: “(…) suas últimas obras aparecem como uma síntese de quinze anos de trabalho. Assim, da fase abstrata, reencontramos aquela cor depurada, que em 1950 cobria de primavera o vigor das construções geométricas, tendo mantido da fase dinâmica o impulso generoso de um pincel que fere a tela (…). Como consequência, a matéria mais sóbria tornou-se filigrana de um artista-ourives, em que os turbilhões se imobilizam em globos evanescentes”.

Antonio Carlos Suster Abdalla, Curador

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