Lançamento do livro Poema Processo | Galeria Superfície

A Galeria Superficie tem o prazer de convidar para o lançamento do livro Poema/Processo: uma vanguarda semiológica, projeto e realização em parceria com a editora WMF Martins Fontes e projeto gráfico do Estúdio Margem. O livro, contendo 320 páginas, apresenta um panorama histórico da poesia visual no Brasil, documenta as principais atuações e obras produzidas pelo grupo Poema/Processo entre os anos de 1967 a 1986. Com organização de Gustavo Nóbrega, o livro conta com textos históricos escritos por Frederico Morais, Moacy Cirne, Álvaro de Sá, Neide Sá, Frederico Marcos, Anchieta Fernandes, e, o mais recente deles, o texto do curador e pesquisador Antonio Sergio Bessa. A organização segue uma ordem cronológica, propõem que a história seja contada pelos próprios artistas e críticos da época através de fatos e textos publicados em livros, revistas e jornais.

No mesmo dia será apresentada uma performance do artista Paulo Bruscky em comemoração aos 50 anos do movimento, contando também com a exibição do filme Apocalipopótese (Guerra e Paz), 1968, do poeta e documentarista Raymundo Amado, que registra uma das primeiras exposições do grupo Poema/Processo, junto com performances de Hélio Oiticica, Lygia Pape e Antonio Manuel, no evento Arte no Aterro, proposto pelo crítico Frederico Morais no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.

O Poema/Processo foi um movimento vanguardista de poesia visual no Brasil. Decorrente do concretismo e em meio ao contexto político da ditatura militar, o movimento surge como um rompimento criativo com a comunicação institucionalizada no campo da literatura, poesia e artes plásticas. Fundado pelos precursores Wlademir Dias Pino, Alvaro de Sá, Neide de Sá, Moacy Cirne, Falves Silva, entre outros, tem sua primeira exposição inaugurada simultaneamente no Rio de Janeiro (Escola Superior de Desenho Industrial) e Natal (Sobradinho) em dezembro de 1967. Seu primeiro texto-manifesto, publicado em abril de 1968 na 4º Exposição Nacional de Poema/Processo no Museu de Arte Moderna da Bahia, lançava as ideias que nortearam a prática e teoria do grupo, criando um objetivo artístico reprodutível que atendesse às necessidades de informação e comunicação das massas, pautado pela lógica do consumo imediato.

 

Compartilhar: