Katia Wille | Centro Cultural Justiça Federal

Katia Wille, Fluxofloração

Fazendo uma ode à exuberância e à força feminina, no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a artista visual Katia Wille inaugura a exposição “FLUXOFLORAÇÃO”. Com curadoria de Isabel Sanson Portella, a mostra conta com 16 telas que retratam a afirmação feminina, como uma autorização própria para ser quem se é, sem regras, em um exercício de comunhão com a natureza.

Katia propõe instigar o espectador a se engajar nas obras como se estivessem mergulhando em uma nova realidade. Presentes em todas as telas, as nadadoras são retratadas como “as deusas Tethys e as Oceaníades”, que fluem por florestas e flores, a partir de sua forma intacta e perfeita. Em cada série, a artista retrata uma mulher que se dispõe a ultrapassar os seus próprios limites, focando no rompimento das barreiras que o próprio ser humano impõe a si mesmo.

Como um espelho da mulher contemporânea, as nadadoras representam um ser à procura de seu espaço, sempre em um movimento de afirmação da identidade feminina. Elas são fortes e têm expressões marcantes, contrampondo a leveza e a delicadeza da natureza ao redor.

“Minhas nadadoras são o retrato de uma mulher forte que faz das situações de precariedade que a vida lhe apresenta um motivo para superar seus próprios limites”, afirma Katia Wille, que tem a pintora Carmen Herrera e a cantora Nina Simone como inspirações para esta nova fase.

Esta é a primiera vez que a artista retrata negras em suas telas, como uma forma de espelhar a diversidade presente na natureza e reafirmar que não há distinção entre espécies:

“Nestas últimas telas falo de força e liberdade, mostro mulheres em poses de afirmação, assumindo quem se é, sem pedir permissão, simplesmente sendo. Quis colocar vários tons de pele que refletissem a diversidade feminina interagindo com os tons das folhas e flores, elas são mulheres fortes, regendo seu mundo, em comunhão com a natureza. Justamente espelhando a diversidade que já está aí”, explica Katia.

As paredes do CCJF foram divididas cromaticamente, com cores mais quentes na primeira sala, começando pelos brancos e vermelhos, e indo gradualmente para rosas e violetas. Já a segunda sala ganhou tons de floresta, com muitos matizes de verdes e azuis.

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