José Roberto Bassul | Andrea Rehder Arte Contemporânea

O fotógrafo apresenta obras inéditas e a multipremiada série Linhas de Sombra. Com uma produção que tange o minimalismo e o abstracionismo, as imagens afastam-se da representação figurativa e se aproximam do desenho e da gravura, provocando dúvidas e questionamentos acerca da própria linguagem fotográfica. A mostra fica em cartaz até o dia 13 de setembro, com visitação de segunda a sexta, das 12h às 18h, e sábado mediante agendamento. Telefone 55 11 3081-0083.

Para José Roberto Bassul, uma imagem promove diálogos, comunica ideias e sentimentos e estimula reações. Fotografia é linguagem, portanto. E, como percebeu Ítalo Calvino, “não há linguagem sem engano”. “Cultivo meus enganos. Para mim, edifícios são personas. Apresentam-se, contam histórias, fazem pose, conversam, desdenham, fingem. Primeiro os observo, distante, cerimonioso. De alguns me afasto; de outros, me aproximo. Aos últimos, dirijo a palavra. Como resposta, recebo poemas”, afirma o fotógrafo.

A mostra que abre em agosto na Andrea Rehder Arte Contemporânea apresenta 15 fotografias das séries Linhas de Sombra, Arcos de Defesa e Estais, um políptico (Símiles) e um díptico (Só Que Sim, Só Que Não).

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