José Diniz lança o fotolivro “Periscope” no MAC

Lançamento do fotolivro "Periscope, um olho na produção de José Diniz" com roda de conversa.

No dia 22 de novembro, sábado, às 15h, José Diniz lança no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, o fotolivro “Periscope”, que apresenta uma visão inusitada a partir das águas do mar – com coordenação editorial de Iatã Cannabrava e publicação da Editora Madalena – e possui 54 imagens, entre pessoas, prédios, horizonte, céu e o próprio mar. Para desenvolver o livro, o autor percorreu o litoral do país, do Maranhão até o Sul, por mais de oito anos e registrou tudo de uma perspectiva bem particular: diante, sob e sobre o mar. Na ocasião, haverá uma roda de conversa “Periscope, um olho na produção de José Diniz”, com Nadja Peregrino e o autor. Mediação de Joana Mazza. O livro é uma narrativa construída pelo inocente periscópio que saiu do fundo da água e descobre que o homem está pondo em risco o próprio planeta. A foto que encerra a série mostra as águas inundando de forma simbólica o hotel Copacabana Palace, como se fosse o ato final do Rio de Janeiro.

Para reproduzir este olhar contemplador, José Diniz preferiu o trabalho imerso, com o objetivo de passar sensações como a ausência de equilíbrio, vertigem, tensão, harmonia, movimento contínuo, som do mar, entre outras. “Não basta apenas a visão para fotografar nestas condições. É necessário todo o corpo, usando os cinco sentidos. A máquina fotográfica está num ponto abaixo do horizonte e as ondas são montanhas em movimento. Na água, o equipamento incorpora lentes diferenciadas criando novas leituras”, explica o fotógrafo.
O artista é de Niterói, mas mora atualmente em Botafogo e está sempre em Copacabana. Comprovando isso, em uma das fotos ele aparece no Copacabana Palace, pois fotografa nessa perspectiva mar-terra e, segundo ele mesmo afirma, “quer cunhar a paisagem do bairro que tem no mar o sangue que pulsa dando vida ao lugar”.

Iatã Cannabrava, que assina a edição do livro “Periscope”, diz que ao ver pela primeira vez esse trabalho, se lembrou dos seriados de TV, como ‘Viagem ao Fundo do Mar’, inspirado em Julio Verne. “Uma série de histórias de um mundo mítico apresentado pela TV nas décadas de 60 e 70, que denunciam uma relação fortíssima do menino que virou engenheiro, que virou fotógrafo”, diz Iatã.

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