Iuri Sarmento | Arte Hall Galeria de Arte

A Arte Hall Galeria de Arte, recebe a Individual do mineiro Iuri Sarmento com a exposição “Quimera Tropical”.

Serão exibidas telas grandes e pequenas, onde o artista nos leva a conhecer seu jardim secreto de pensamentos, passando por uma coleção de afetos, papéis de parede que guardam lembranças íntimas e imagens que nos transportam para lugares que conhecemos ou nos fazem sentir saudades daqueles que não visitamos.

“QUIMERA, nos dicionários brasileiros, traz consigo uma série de definições literais e outras figuradas que, como luva, cabe na busca pela compreensão do trabalho de Iuri Sarmento.

A primeira delas, do grego “khímaira”, define o monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão. De certa forma, estaria aí o propósito do artista: a criação de uma obra multiforme, uma miscelânea de ideias e sentidos na qual se encontram junções inesperadas de cores, alternância de temas como o sagrado e profano, o passado visto sob uma perspectiva absolutamente contemporânea e o convívio de figurações que guardam texturas distintas e, aparentemente, incompatíveis. Minuciosidade que requer paciência oriental e infinitas repetições resultando em algo que flerta com o naïf, mas vai além! Cenas que parecem retiradas de um “Toile de Jouy” convivem, harmoniosamente, com a azulejaria portuguesa, a fauna e a flora, os trópicos, em um figurativo que, não raro, transporta-se para a abstração! Vez por outra, as obras brincam com os astros e nos deixam vestígios da paixão do artista pela moda.

No sentido conotativo, Quimera pode ser definida como fantasia, devaneio, sonho. É aqui que Iuri nos pega pela mão e nos leva a conhecer seu jardim secreto. Passearemos por uma coleção de afetos, papéis de parede que guardam lembranças íntimas, imagens a nos transportar para lugares que conhecemos ou a nos fazer sentir saudades daqueles que não visitamos. A exaltação corajosa e singela do que é belo admite o excesso, o derramar e, ao final, já não mais caminhando pelo chão, somos alçados ao voo e, em paz, temos a sensação de que estamos flutuando entre nuvens de delicadeza e acolhimento.

E, se é bem verdade que Quimera também possa significar o inalcançável, tanto melhor… Iuri nos propõe buscar o que é fugidio dentro de nós…”

ZECA ABUD.

 

 

 

 

 

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