Iole de Freitas | Raquel Arnaud

A mostra, que ocupa o piso acervo da galeria, destaca as sequências fotográficas e filmes experimentais que Iole de Freitas produziu ao longo de sua estadia na Itália, de 1970 a 1978. Entre as sequências fotográficas estão: My three inches Comet, Magnetismo Urano e Jump to the other side and win a red kimono, Introvert/ Penetrate, todos de 1973, e a Série Glass Pieces, Life Slices, de 1974.  Elas registram a interação da artista com espelhos, vidros, peças de metais e tecidos em seu estúdio, para refletir sobre   imagens bidimensionais, espaço e temporalidade.  Nessa fase a representação do corpo surge como tema principal. Iole de Freitas se fotografava e filmava, sempre dominando o foco e o timing, o que tornava a produção um exercício intenso físico e mental.

Essas questões são igualmente abordadas nos filmes em Super-8, outra plataforma utilizada experimentalmente pela artista durante os anos 70. Estarão na exposição:  Elements e Light work de 1972 e Exit de 1973. Esses trabalhos marcaram presença na vanguarda europeia, exibidos na  Bienal de Paris de 1975, no FrankfurtKunstverein, e  na Galeria Grita Insam em Viena em 1976 e no Studio Marconi em Milão em 1978. Retornando ao Brasil em 1978, parte dessa produção em fotografia e Super-8 foi apresentada pela Galeria Arte Global, espaço dirigido por Raquel Arnaud desde a inauguração, em 1973, até 1980, quando abre seu próprio gabinete de arte.

Além das obras e filmes, a exposição contará com documentos da época e cartazes de exposições realizadas na Europa. Ao destacar os filmes e a produção fotográfica dos anos 70, a exposição vai além do resgate dessa importantíssima fase do trabalho de Iole de Freitas. Apresenta também os meios que lhe permitiram traçar as características e preocupações que viriam permear toda sua obra dali em diante:  movimento, leveza e velocidade, transparência e translucidez.

 

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