Invenções gráficas na ilustração ibero-americana | Instituto Tomie Ohtake

Com curadoria do premiado ilustrador e artista brasileiro, Fernando Vilela, se realiza pela primeira vez no Brasil uma exposição a partir do Catálogo Ibero-América Ilustra. O projeto editorial criado e desenvolvido anualmente, desde 2010, pela Fundação SM em parceria com a FIL Guadalajara, que já reuniu mais de 300 artistas, destaca os talentos ibero-americanos no campo do livro ilustrado. “Essas narrativas sem palavras – as vezes oníricas, enigmáticas, irônicas ou reflexivas – apontam caminhos experimentais mostrando que a potência da ilustração ibero-americana faz com que ela seja uma importante vertente do território da arte contemporânea”, afirma Vilela.

O curador selecionou entre as nove edições do Catálogo, 40 obras de 12 ilustradores provenientes de 9 países, ressaltando que, apesar do ecletismo deste conjunto, os trabalhos estabelecem diálogos entre si sob conceito da invenção gráfica. “As ilustrações dessa mostra escapam de uma representação de viés naturalista, assumindo a superfície plana bidimensional, utilizando sobreposições, justaposições, mesclando as linguagens da colagem, da gravura, da pintura, do desenho e do uso de técnicas digitais”, completa Vilela.

Fazem parte da mostra: Ixchel Estrada, México (2011); Joan Negrescolor, Espanha (2013); María Luque, Argentina (2013); Roger Ycaza_Equador (2014); Manuel Marsol, Espanha (2014); Marta Madureira, Portugal (2015); Laerte Silvino, Brasil (2015); Amanda_Mijangos, México (2016); Matías Acosta, Uruguai (2017); Catalina Carvajal, Colômbia (2018); Sol Undurraga, Chile (2018); e Juan Bernabeu, Espanha (2018).

Para o curador, o artista é o roteirista de suas sequências narrativas, que são um jogo com regras próprias em que o suporte plano onde ele atua se torna uma mesa de operações. “Ao definir um mundo gráfico particular, o ilustrador, como um diretor de cinema, escolhe os pontos de vista das cenas e seus enquadramentos, como um escultor, modela o corpo dos seus atores; é o figurinista dos seus personagens, o cenógrafo e iluminador de seus ambientes e o fotógrafo de suas paisagens”, pondera.

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