Histórias afro-atlânticas | MASP e Instituto Tomie Ohtake

Abertura Instituto Tomie Ohtake: 30 de junho, das 11h às 15h – visitação até às 20h
Data: 01 de julho a 21 de outubro de 2018
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 – Complexo Aché Cultural
(Entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros, São Paulo
Metrô mais próximo – Estação Faria Lima / Linha 04 – Amarela
De terça à domingo, das 11h às 20h
Entrada Gratuita

Ao longo de todo o ano de 2018, o MASP dedica seu programa de exposições e atividades às histórias e narrativas afro-atlânticas. Essas histórias não se referem apenas ao período da escravidão, em que populações africanas foram retiradas à força de seu continente para serem escravizadas nas colônias europeias nas Américas e no Caribe, mas fala, sobretudo, dos “fluxos e refluxos”, usando a famosa expressão de Pierre Verger, entre esses povos atlânticos, desde o século 16 até a contemporaneidade.

A exposição coletiva Histórias afro-atlânticas reúne, em iniciativa inédita, duas das principais instituições culturais de São Paulo: o MASP e o Instituto Tomie Ohtake. Trata-se de um desdobramento da exposição Histórias mestiças, realizada em 2014, no Instituto Tomie Ohtake, por Adriano Pedrosa e Lilia Schwarcz, que também assinam a curadoria desta nova mostra, junto com Ayrson Heráclito e Hélio Menezes, curadores convidados, e Tomás Toledo, curador assistente.

Histórias afro-atlânticas apresenta cerca de 400 obras de mais de 200 artistas, tanto do acervo do MASP, quanto de coleções brasileiras e internacionais, incluindo desenhos, pinturas, esculturas, filmes, vídeos, instalações e fotografias, além de documentos e publicações, de arte africana, europeia, latino e norte-americana, caribenha, entre outras. Os empréstimos foram cedidos por algumas das principais coleções particulares, museus e instituições culturais do mundo. Entre elas, destacam-se: Metropolitan Museum, Nova York, J. Paul Getty Museum, Los Angeles, National Gallery of Art, Washington, Menil Collection, Houston, Galleria degli Uffizi, Florença, Musée du quai Branly, Paris, National Portrait Gallery, Londres, Victoria and Albert Museum, Londres, National Gallery of Denmark (SMK), Copenhague, Museo Nacional de Bellas Artes de La Habana e National Gallery of Jamaica.

A exposição articula-se em torno de núcleos temáticos, alguns dos quais presentes em Histórias mestiças. No MASP estão presentes os núcleos Mapas e margens; Vida cotidiana; Festas e religiões; Retratos; Modernismos afro-atlânticos; Rotas e transes: África, Jamaica, Bahia; e no Instituto Tomie Ohtake estão Emancipações; Ativismos e resistências. Em cada núcleo, friccionam-se diferentes movimentos artísticos, geografias, temporalidades e materialidades, sem compromisso cronológico, enciclopédico ou mesmo retrospectivo. Histórias afro-atlânticas busca, assim, oferecer um panorama das múltiplas histórias possíveis acerca das trocas bilaterais – culturais, simbólicas, artísticas, etc. – representadas em imagens vindas da África, da Europa, das Américas e do Caribe.

É importante ressaltar que o Brasil é um território chave nessas histórias, pois recebeu cerca de 40% dos africanos que, ao longo de mais de 300 anos, foram tirados de seus países para serem escravizados desse lado do Atlântico (número correspondente ao dobro dos portugueses que se estabeleceram no país para colonizá-lo). De maneira bastante perversa, o Brasil foi também o último país a abolir oficialmente a escravidão, em 1888, por meio da Lei Áurea, que completa 130 anos em maio deste ano.

Histórias afro-atlânticas está organizada de forma independente e não-linear entre as duas instituições, não havendo uma ordem correta ou obrigatória a seguir. No Instituto Tomie Ohtake, há duas salas dedicadas à mostra; no MASP, todos os espaços expositivos temporário estão ocupados.

Mais de 400 obras, cobrindo 5 séculos, com cerca de 210 artistas nacionais e internacionais, de períodos e contextos diversos, ocupam as duas instituições. No Instituto Tomie Ohtake serão duas salas, enquanto o MASP reserva todos os seus espaços expositivos temporários à mostra.

Entre os artistas, destacam-se: Aaron Douglas, Abdias do Nascimento, Albert Eckhout, Alma Thomas, Andy Warhol, Antônio Bandeira, Antônio Obá, Archibald Motley Jr., Arthur Bispo do Rosário, Barkley L. Hendricks, Beauford Delaney, Ben Enwonwu, Benny Andrews, Ibrahim Mahama, Cândido Portinari, Carlos Vergara, Carybé, Cícero Dias, Dalton Paula, Djanira da Motta e Silva, Edna Manley, Ellen Gallagher, Emanoel Araujo, Emiliano Di Cavalcanti, Emma Amos, Emory Douglas, Ernest Mancoba, Faith Ringgold, Frans Post, Gerard Sekoto, Glenn Ligon, Hank Willis Thomas, Heitor dos Prazeres, Howardena Pindell, Ibrahim El-Salahi, Jacob Lawrence, Jaime Lauriano, Jean-Baptiste Debret, Johann Moritz Rugendas, Joshua Reynolds, Kara Walker, Loïs Mailou Jones, Lynette Yiadom-Boakye, Maria Auxiliadora da Silva, Marlene Dumas, Mestre Didi, Nina Chanel Abney, Norman Lewis, Paul Cézanne, Paulo Nazareth, Pedro Figari, Pierre Verger, Radcliffe Bailey, Romare Bearden, Rosana Paulino, Rubem Valentim, Sıdney Amaral, Sônia Gomes, Theaster Gates, Théodore Géricault, Titus Kaphar, Toyin Odutola, Uche Okeke e Wilfredo Lam

 

 

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