Helô Sanvoy | Andrea Rehder Arte Contemporânea

A Galeria Andrea Rehder apresenta a exposição “O que não se pode dizer”, de Helô Sanvoy, contando com texto crítico de Marilia Panitz e trabalhos em diferentes suportes do artista.

A exposição traz questões acerca de situações relacionadas ao indizível, dividindo-se em três partes:

A primeira traz questões referentes ao meio das artes, tratando de questões sobre sua história e seus escritos, o espaço da arte e o cubo branco. Nela vão ficar os trabalhos feitos com livros de história da arte e catálogos. Alguns desses trabalhos foram desenvolvidos durante sua residência na FAAP.

A segunda parte traz questões referentes à mídia, às relações que se estabelecem na ausência da linguagem em relação com meios de veiculação, nesse caso, jornais impressos. Em alguns momentos destacando a relação entre imagem jornalística e a ausência de sua narrativa, em outro momento destacando as relações geométricas pela ausência do espaço da escrita nesses jornais. Nessa parte ficarão os trabalhos feitos com recortes em jornais.

E, na terceira parte, a ausência da escrita, enfatizada pala aparição de textos subliminares nos desenhos em papel vegetal. Nessa parte o artista coloca desenhos em papel vegetal. São desenhos feitos com nanquim em várias camadas de papel vegetal. Esses trabalhos foram realizados, de início, com um processo de leitura e grifagem de textos, onde posteriormente essas grifagens foram transpostas para papéis vegetais, que foram costurados em camadas.

Helô Sanvoy, natural de Goiânia-GO (1985), onde vive e trabalha. Licenciado pela Faculdade de Artes Visuais (FAV/UFG), membro do coletivo Grupo EmpreZa, onde desenvolve pesquisa acentuada sobre a poética do corpo e seus derivados. Como artista individual, desenvolve pesquisas em diversas linguagens: desenho, vídeo, instalação, objeto. Em sua pesquisa, busca significados através dos diferentes modos de leitura e impossibilidades de comunicação e como diferentes formas de silenciamento são provocadas tanto por situações acerca do indizível como pelo ininteligível.

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