Hélio Oiticica | OM.art

Espaço multidisciplinar que vai abrigar conteúdos de reflexão contemporânea sobre arte, ciência e filosofia, por meio do olhar de curadores e intelectuais convidados, o Studio OM.art, de Oskar Metsavaht, no Rio, apresenta a exposição Rhodislandia, de Hélio Oiticica. O mais novo espaço cultural carioca fica no cluster de arte do Jockey Club, no Jardim Botânico, em uma área de 700m², de frente para o Corcovado.

“Rhodislandia foi escolhida para inaugurar o Studio OM.art porque representa plenamente o propósito do espaço: a multidisciplinaridade e a transversalidade da arte em várias plataformas. Oiticica propôs com este seu penetrável uma união de diversas formas de arte, de diferentes plataformas, aberta a performances. Um território propositor da criação, um laboratório da liberdade. Vamos resgatar a proposta original de Oiticica de agregar à obra outros artistas e público com performances interativas”, diz Oskar Metsavaht.

Com curadoria de Cesar Oiticica Filho, sobrinho do autor, o Penetrável Rhodislandia será reconstruído 46 anos após a sua criação, tornando-se novamente inédito, com intervenções de quatro artistas que terão a oportunidade de experimentar situações de invenção, criação e investigação artística. Berna
Reale (12/5), Luciana Magno (23/6), Ayrson Heráclito (7/7) e o coletivo Opavivará (4/8) já confirmaram participação com performances.

O penetrável é o centro da exposição Rhodislandia, ocupando o espaço como uma instalação interativa de dimensões variáveis, iluminação colorida e diversos materiais, como cabos de aço, telas de nylon, brita, galhos, poemas escritos em papel, pianola, caixas e uma cadeira. A exposição vai apresentar documentos da época de sua criação e elementos atuais e documentais que circundam a obra, além da projeção de filmes sobre a obra.

Originalmente, Rhodislandia foi uma obra proposta e executada por Hélio Oiticica junto à Universidade de Rhode Island, nos Estados Unidos, em 1971. Ela também abriga uma grande área destinada a performances ou “autoperformances”, como Hélio Oiticica sugeriu na época, reunindo os conceitos de
coletivo, multidisciplinaridade, experimentação, multimídia e performance.

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