Gregori Warchavchik | Casa Modernista

A partir do dia 27 de abril, a cidade de São Paulo recebe A Casa Modernista, mostra realizada no espaço que dá nome à exposição e que apresenta ao público a história da casa e o percurso do arquiteto Gregori Warchavchik, ucraniano naturalizado brasileiro, responsável pelo projeto e figura singular na história da arquitetura do País. Com a idealização de Silvia Prado Segall, a exposição reúne fotos, croquis e plantas que recontam a história do arquiteto e sua relação com o espaço.

De uma época em que a urbanização de São Paulo era pautada pela Belle Époque parisiense, com arquitetura marcada pela mistura de estilos como o neogótico e classicismo, art nouveau e art deco, a Casa Modernista foi projetada em 1927 e inaugurada no ano seguinte, dois anos depois de Gregori Warchavchik ter publicado o Manifesto Modernista. O tratado rompia com os padrões então vigentes, estabelecidos pela burguesia paulistana. Priorizando a simplicidade, a geometria das formas e principalmente, linhas retas, o arquiteto cria a primeira construção modernista do Brasil.

Na casa, quase tudo foi criado por Warchavchik: o projeto, a decoração, o mobiliário e até mesmo as luminárias são de sua autoria. A exceção é o jardim, criado por sua esposa Mina Klabin. O projeto paisagístico de sua autoria também é considerado pioneiro do modernismo no Brasil, fazendo uso de espécies tropicais de plantas nativas. O lugar que um dia foi o lar de Gregori e Mina, é hoje patrimônio histórico da cidade e está aberto ao público.

A exposição proporciona ao visitante uma imersão na casa, que desde de 2009 funciona como um parque, deixando clara a importância de Warchavchik para a arquitetura moderna no Brasil. “Além de sua relevância histórica, Gregori merece ser reverenciado por seu traço. Se olharmos com atenção para seu trabalho, reconhecemos em fachadas, mobiliários, luminárias e maçanetas, o seu traço forte,  limpo e elegante”, pontua a Silvia Prado Segall.

A abertura da exposição será marcada por uma apresentação especial do maestro João Carlos Martins, reconhecido mundialmente por suas gravações no piano das obras de Bach; e do tenor Jean William, que acumula em sua trajetória apresentações para personalidades como o príncipe de Mônaco e o papa Francisco.

A mostra A Casa Modernista complementa o projeto Ocupação Itaú Cultural, que em sua 44ª edição homenageia o arquiteto e ocupa a sede do instituto e, ainda, o Museu Lasar Segall – antiga residência e ateliê do artista que dá nome à instituição, também projetos de Warchavchik. Com uma proposta de imersão na vida e na obra do homenageado, a iniciativa reúne alguns de seus projetos, fotos pessoais e entrevistas em vídeo que trazem a ideia do rompimento que sua produção moderna representou para a arquitetura brasileira.

 

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