Gilberto Salvador | Andrea Rehder Arte Contemporanea

Café da Manhã XIV, 2016

Apaixonado por café, o artista aproveitou para transformar essa paixão em arte.  “Minha família trabalhou com café, então tenho contato desde pequeno, acredito que por isso a minha relação com ele é tão forte. O que mais me encanta neste tipo de trabalho é o efeito final, que nunca é o mesmo. Cada obra sai com uma expressão única único”, declara.

Segundo Gilberto, na década de 90, ele foi desafiado pelo amigo Aldemir Martins a utilizar o café como tinta sobre papel artesanal, a contraposição destas duas matérias, gerou a exposição “A Guilhotina N’água” na Galeria Aloisio Cravo. “Nesta atual série, a materialidade no uso do café acontece em gesto espontâneo sobre um papel extremamente sofisticado que é o Fabriano 100% Cotton. O efeito foi de um formalismo orgânico e relativamente descontrolado, cujos resultados foram os elementos expansivos e quase animalescos que apareceram a estas eu contrapus estruturas geométricas ou em alguns casos resquícios de textos para confrontar o orgânico com o matemático, que é uma constante na sequência de minha obra”, conta Salvador.

O artista ainda afirma: “A materialidade usada para trabalhar nestas obras mais recentes, foi fundamental, pois valorizei as características, as agregando em minha linguagem. Há um conceito que é importante em toda minha produção, que é o compromisso formalista. Considero que o meu interesse artístico está centrado em uma expressão sentimental, amorosa e gestual”.

Gilberto Salvador é um artista plástico que já participou de eventos importantes tais como bienais internacionais e mostras em museus importantes, feiras e coleções publicas e privadas significativas, tendo obras em locais privados e publicas.

Além dessa exposição, atualmente Gilberto se prepara para instalar duas esculturas, a obra Espuma II e Bilu Bilu, que serão respectivamente  colocadas num edifício na esquina , da Rua Bela Cintra com a Alameda Itu, no bairro dos Jardins, em São Paulo e a segunda na fundação Marcos Amaro em Itu. Estas duas obras são sequencia da “Espuma”, que participou da exposição na Pinacoteca em 2013 e que hoje está instalada em Guaira no parque projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx.

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